Forma I, II e III. 1969

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Márcia Barroso Amaral. Forma I, II e III. 1969. Tinta vinílica sobre suporte tipo Eucatex. 50 x 120 (cada parte). Prêmio Jornal do Brasil. 1969 – I Salão Nacional de Arte Contemporânea da Prefeitura de Belo Horizonte. Acervo Museu de Arte da Pampulha.

Com Márcia Barroso do Amaral temos a constituição de uma nova situação baseada na criação. Nesse momento não mais existe uma posição definida para as peças que dependem da opção do participante em dispô-las arquitetando novas combinações diferentes do estado inicial, o que curiosamente parece ter acontecido sem o conhecimento da artista. Foi Sampaio o responsável por deixá-las soltas no chão “para que o público jogasse com elas”, não as fixando na parede conforme solicitação da artista, “não sabemos se a artista está consciente das ricas possibilidades de seu trabalho: basta que ela jogue as formas no espaço e com um pequeno esforço, chegará ao ambiente”. (SAMPAIO, Márcio. O I Salão de Arte Contemporânea de Belo Horizonte (II). Suplemento Literário do Minas Gerais, Belo Horizonte, 24 jan de 1970. Não paginado).

Além do comentário acima colocado, Márcio Sampaio ressalta também, a proximidade das pesquisas de Márcia Barroso com o minimalismo, uma vez que é característica do trabalho o aspecto não composicional dos módulos e sua impossibilidade de visualização não relacionada, a primeira forma nada mais é do que a relação com a segunda, que por sua vez, só pode ser em relação à terceira forma, um verdadeiro continente à percepção em tons de rosa, vermelho, laranja e amarelo. Territórios e oceanos não mais situados em um ambiente separado e reservado esteticamente à contemplação, as peças tomam o chão e invadem o espaço preenchido pelo espectador.

Para saber mais: Vivas, Rodrigo ; GUEDES, G. . SITUAÇÕES-LIMITE: ENTRE A AÇÃO E A CONTEMPLAÇÃO. In: 23 Encontro da ANPAP, 2014, Belo Horizonte. 23 Encontro da ANPAP. Belo Horizonte: ANAP, 2014. v. 1. p. 3721-3737.

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