Caixa de Fazer Amor. 1967.

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Teresinha Soares. Caixa de Fazer Amor. 1967. Madeira, tinta plástica, metal, plástico e tecido. 60 x 55 x 37 cm. Acervo Teresinha Soares.

Datada do mesmo período da série Vietnã, é possível encontrar a proposta erótica de Teresinha denominada Caixa de Fazer Amor. Num pri­meiro momento pensa-se que Teresinha, ao escolher a “caixa” como forma de expressão, dialoga com um conjunto de artistas da década de 1960.

A Caixa de Fazer Amor, de Soares, é composta por uma abertura, pela qual é possível observar a parte interna da caixa, com um emaranhado de fios, um coração vermelho que sai da parte interna da caixa por um funil, sendo conduzido à parte externa da caixa. Opta-se por elaborar uma leitura da caixa em sentido anti-horário. Dessa forma, a primeira parte externa da caixa é composta por uma janela esculpida na madeira, uma manivela de uma máquina de moer carne e uma chave desenhada. A chave e a janela parecem estabelecer uma relação de complementaridade. A manivela possui uma função primor­dial para o funcionamento da caixa, pois estabelece as conexões com as partes internas da caixa e com o movimento virtual suscitado. Como é possível notar, na parte superior da caixa existem duas faces escul­pidas em madeira, com uma estrutura de encaixe que, quando unidas, formam um coração. Com o movimento da manivela, é como se as duas faces se transformassem em coração e fossem sugadas para o interior da caixa, passando pelo funil, moídas pela máquina e trans­formadas em coração de pelúcia. No que se refere ao funcionamento da engrenagem, cabem algumas observações. A primeira refere-se às duas faces que estão separadas, mas que suscita a possibilidade de união. Essa união é concluída após as faces serem trituradas pela máquina e transformadas em um coração. Como é possível notar no início, apesar de as duas faces serem complementares, ainda é possível caracterizar a individualidade das partes. No entanto, após passarem pela máquina de fazer amor, são rapidamente transformadas em uma única estrutura, sem separação ou identidade, em um único coração.

Para saber mais: VIVAS,Rodrigo. Por uma História da Arte em Belo Horizonte: Artistas, exposições e salões de arte. Belo Horizonte: C/ Arte, 2012. 248 p.

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