O Ciclista, 1964.

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O Ciclista, Maria Beatriz de Almeida Magalhães, 1964. (50 x 70,4 cm)

No desenho de Maria Beatriz há a figura de um ciclista em movimento – título registrado pelo MAP, O Ciclista – como se o representasse em alta velocidade. Os traços são bastante espaçados, com liberdade de gesto em que as linhas são apenas esboçadas entremeadas por manchas de cor opaca que formam uma massa disforme oferecendo percepção visual das formas do corpo e da bicicleta, vistos por cima e pela frente na diagonal. Esta posição demarca o aspecto tridimensional da composição, e as linhas que se expandem e se misturam às manchas oferecem a sensação visual da visão em flash. Estas manchas compõem o desenho como uma explosão de formas e movimentos que demarcam não só a velocidade suscitada pelo tema, mas também o gestual ágil da confecção do desenho.

A cena enquadra-se na diagonal, da direita para a esquerda, de cima para baixo. Representa uma descida em alta velocidade. Parece ter sido feita com o nanquim seco aplicado a pincel com cerdas enrijecidas, afiladas e estreitas. Estas características podem demarcar também a tentativa de inovação técnica da artista, utilizando instrumentos não tradicionais ao desenho para enfrentar o desafio da forma e do movimento.

Para saber mais: SANTOS, Nelyane Goncalves; VIVAS, Rodrigo. A história da arte de Belo Horizonte a partir de obras dos Salões Municipais entre 1964 e 1968. 2014. 165 f. Dissertação (mestrado) – Universidade Federal de Minas Gerais, Escola de Belas Artes.

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