Progressão

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Edgard Carlos Guimarães Pagnano. Progressão s.d. Alumínio e fio de nylon 110 x 200 x 13 cm Grande Prêmio de Escultura Prefeitura de Belo Horizonte, III SNA/PBH, 1971. MUSEU DE ARTE DA PAMPULHA-MAP. Inventário: Museu de Arte da Pampulha. Belo Horizonte, 2010.

A obra “Progressão” configura-se como peças de metal penduradas com fios de nylon que sob o toque emitem sons, numa proposta de introspecção, aliada à presença marcante do objeto. O contato direto com esta obra foi possível graças à realização da exposição “O olhar: do íntimo ao relacional”, em maio de 2014. No espaço de instalação o trabalho denota leveza, integração; observada à distância, parece uma ave em voo e suas asas abertas, o que dá ainda mais contundência à impressão de leveza que a obra demonstra. Ao nos aproximar, verifica-se que fios de nylon a sustentam numa estrutura e que há a emissão de uma sonoridade ao toque. O “instrumento musical” nos imerge a uma dimensão imaterial, que transcende a presença do objeto, tornando a obra suave por sua visualidade flutuante e, pelo toque sutil que a sonoridade promove no espectador ao contemplá-la. Há, então, uma “progressão”, entre a materialidade marcante do objeto e a transcendência que ele simultaneamente evoca.

Para saber mais: ALVES, Joana D’arc de Jesus; VIVAS, Rodrigo. Premiações nos Salões de Belo Horizonte : da ‘desmaterialização’ à realidade do circuito artístico (1969 a 1972). 2015. 113 f. Dissertação (mestrado) – Universidade Federal de Minas Gerais, Escola de Belas Artes.

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