Sentinela

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Francisco Alexandre Stockinger. A Sentinela. s.d. Bronze. 56 x 16 x 10,5 cm. Premiação, XVI SMBA/PBH, 1961. Acervo Museu de Arte da Pampulha, Belo Horizonte.

A escultura Sentinela está apresentada como uma composição vertical, humanoide, com estruturas finas ligadas a uma base, que deduzimos ser a perna, o que a deixa de pé. Masculina, pelo seu suposto órgão genital exposto. Existem símbolos e ranhuras presentes em seu todo.
Sentinela remete à produção do artista na década de 1960, que dedicando-se à escultura, produz com o metal e, por vezes, associando-o à madeira. Suas esculturas de figuração humana transmitem uma deformidade intensa em sua estrutura de extremidades alongadas, acabamento sem polimento, deixando as formas retorcidas em diálogo com as reações do metal trabalhado.

(…) Na superfície do metal áspero, com ranhuras que insinuam demarcar feições humanas, o escultor deixa transparecer seu conflito com a resistência da matéria em deformações propositivas de uma essência inacabada. Ainda em relação à forma, a estabilidade natural da base parece propor um desafio a própria sustentabilidade, já que todo o volume escultórico concentra-se no topo em detrimento da sustentação esguia e aparentemente frágil.

Para saber mais: VIVAS, Rodrigo. Abstrações em movimento: Concretismo, Neoconcretismo e Tachismo. Porto Alegre: Zouk, 2016. 140 p.

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