Biografia

Aníbal Mattos nasceu no Arraial do Comércio, em Vassouras, no Estado do Rio de Janeiro aos 26 de outubro de 1886, vindo a falecer em Belo Horizonte em junho de 1969. Além de pintor, foi conhecido como escritor, Historiador da Arte e professor.

Fez seus estudos primários em Icaraí, Niterói, tendo frequentado o curso secundário no Mosteiro de São Bento e no Colégio D. Pedro II. Sua família era ligada às artes plásticas. Dois de seus cinco irmãos tornaram-se artistas: Antonio, escultor, e Adalberto, pintor e gravurista.

Casou-se com D. Maria Ester, com quem teve oito filhos dentre os quais o pintor modernista Haroldo Mattos e a pintora decorativa Maria Ester Mattos. Seus dois filhos participaram, conjuntamente com o pai e a mãe, de várias exposições realizadas em Belo Horizonte. Aníbal Mattos foi, ainda, fundador de várias sociedades culturais no Rio de Janeiro como o Centro Artístico Juventas, depois transformado em Sociedade Brasileira de Belas Artes, da qual foi benemérito.

Aníbal Mattos fez seus primeiros estudos de desenho no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro e, posteriormente, estudou na Escola Nacional de Belas Artes na mesma cidade, tendo sido aluno de João Batista de Costa, Daniel Bérard e João Zeferino da Costa.

Foi reconhecido pela Escola Nacional de Belas Artes com três menções honrosas, uma medalha de ouro em 1912 e uma de prata em 1916. Representante da mesma instituição, Aníbal participou em 1914 do Congresso Acadêmico no Peru, tendo sido orador oficial de todas as delegações dos estudantes da América.

Na trajetória de Mattos, o período que mais interessou no desenvolvimento desse artigo teve seu início no ano de 1917, momento em que se transfere para Belo Horizonte a convite de Bias Fortes para ocupar o cargo de professor da Escola Modelo. A cidade já conhecia o trabalho de Aníbal desde 1913, data das primeiras exposições realizadas nessa cidade, como verificado nas matérias de jornais como o Diário de Minas.

Além de professor da Escola Modelo, atuou na Escola Prática de Belas Artes. Em 1918, funda a Sociedade Mineira de Belas Artes. Essa teve um papel fundamental na organização de exposições de arte na capital mineira. Um dado biográfico sobre Aníbal Mattos que será posteriormente analisado é que, além das exposições acadêmicas, ele teria patrocinado a Primeira Exposição de Arte Moderna: a exposição de Zina Aita. No que se refere à arte acadêmica, Aníbal realizou seguidamente, durante 15 anos, 15 Exposições Gerais de Belas Artes sem o auxílio governamental.

Como teatrólogo, Mattos encontrou um espaço privilegiado em Belo Horizonte com um “núcleo de amadores” que rapidamente revelou artistas importantes como o Odilardo Costa. Realizou ainda o filme Canção da Primavera, que foi uma adaptação de sua peça de teatro.

Em 1930, participou da fundação da Escola de Arquitetura e Belas Artes da Universidade de Minas Gerais, na qual continuou trabalhando durante 27 anos, quatro dos quais como diretor. Atuou, também, como fundador da Biblioteca Mineira de Cultura, das Edições Apollo e do Centro de Proteção do Patrimônio Histórico e Artístico Mineiro, tendo lutado pela fundação de museus históricos locais em Ouro Preto, Diamantina, São João Del Rei e Belo Horizonte. Foi, ainda, membro do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais e, em 1936, presidente da Academia Mineira de Letras. Publicou ainda vários livros.

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Disponível em: dezenovevinte

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