Programa Crítica

Programa da disciplina Crítica das Artes Visuais

Orientações Gerais:

As aulas terão início às 8:20, com tolerância de 10 min. em casos de atraso. Serão realizadas duas chamadas, sendo uma no primeiro turno, e a segunda às 10:30, no segundo turno.

O primeiro turno será de 8:30 às 10 horas. Com 30 minutos de intervalo.

O segundo turno terá início às 10:30 com término previsto para 12:10.

É obrigatório trazer os textos para discussão em sala. Como forma de abertura dos debates, serão selecionados, em cada aula, um grupo de alunos para apontar questões dos textos (entretanto a participação está aberta a todos os alunos). Caso não haja participação da turma nos debates, seguiremos com as aulas e toda semana haverá uma atividade com questionário a ser respondido e avaliado.

Alguns pontos importantes sobre o desenvolvimento das aulas:

  • em algumas aulas serão propostas análise de textos críticos, visando uma compreensão da construção dos argumentos utilizados por cada autor;
  • também serão propostas análises de obras/exposições, baseando-se na escrita de textos críticos, tendo como objetivo a compreensão de um público que não possui conhecimento sobre conceitos e técnicas relacionados às artes visuais;
  • em cada aula serão apresentados alguns conceitos, sendo de responsabilidade dos alunos realizar anotações, pois estes serão importantes para todas as discussões, bem como as avaliações;
  • teremos duas avaliações abertas, baseadas nos textos e discussões realizadas em sala de aula (este ponto ainda poderá ser negociado com a turma, a depender de seu desenvolvimento);

Objetivos gerais da disciplina:

Compreensão dos conceitos, sistemas e circuitos artísticos em sua tradição, perpassando o debate sobre o sistema vigente no Brasil.

Fazer leituras de textos críticos originais/oficiais, além de análises posteriores realizadas sobre o debate crítico das artes visuais instaurado desde o século XIX até a década de 90, buscando compreender o circuito artístico de cada época.

 

Aula 01 — Crítica de Arte e Modernidade:

Definição de História e Crítica de Arte. Modalidades de crítica

Serão apresentados os conceitos essenciais para o funcionamento do “sistema artístico”. O esquema inicial se encontra no Mapa Institucional ou Sistema da Arte – Esquema.

 

Aula 02 — Os sistemas artísticos, abordagem de Anne Cauquelin

Texto obrigatório:

  1. CAUQUELIN, Anne. Arte contemporânea uma introdução. São Paulo, SP Martins, 2005.

Questões para o desenvolvimento da leitura:

  1. Localize a autora e suas referências. Como se localiza o pensamento da autora? É obrigatório colocar as páginas que foram pesquisadas.
  2. Qual a tese do texto? Faça um resumo de 5 linhas explicando.
  3. Quais são os argumentos e fontes utilizadas pela autora? Ela faz uso de outros autores ou referências?
  4. Quais as dúvidas encontradas ao longo do texto? Localize a citação com número de página.

Aula 03 — A crítica de Gonzaga Duque

O texto do Gonzaga Duque é o primeiro texto “histórico” que estamos lendo no curso.

Textos obrigatórios:

  1. Apresentação do Tadeu Chiarelli sobre Gonzaga Duque: CHIARELLI, Tadeu. Apresentação. In_DUQUE ESTRADA, Luís de Gonzaga; . A arte brasileira. Campinas, (SP)- Mercado de Letras, c1995.
  2. Texto de análise de Gonzaga Duque sobre Almeida Jr.: DUQUE ESTRADA, Luís de Gonzaga; Almeida Jr. e Amoedo. In_A arte brasileira. Campinas, (SP)- Mercado de Letras, c1995.
  3. Texto de análise de Gonzaga Duque sobre Belmiro de Almeida: DUQUE ESTRADA, Luís de Gonzaga. Belmiro de Almeida.

Questões para o desenvolvimento da leitura:

  1. Localize a trajetória de Gonzaga Duque;
  2. Quais os principais trabalhos de Gonzaga Duque?
  3. Qual o contexto institucional que Gonzaga Duque escreve?
  4. Qual a argumentação para sustentar a análise do autor (outros autores, obras de arte, etc)?
  5. Qual o artista está sendo estudado e quais os méritos ou justificativas apresentadas na narrativa textual?
  6. Existem dúvidas sobre o texto?

Leitura complementar: Abaixo estão reproduções de obras do artista Belmiro de Almeida — que foi o foco de uma das críticas de Gonzaga Duque —, seguido de novas análises, realizadas por Rodrigo Vivas e Marcia Georgina:

Belmiro de Almeida. Arrufos, 1887. Óleo sobre tela, 89 x 116 cm. Rio de Janeiro, Museu Nacional de Belas Artes.

Em 1887, executa a conhecida obra Arrufos, que participa da Exposição Geral da Academia Imperial de Belas Artes de 1890. Recebeu comentários calorosos de Gonzaga Duque chegando ao ponto de mencionar que “ainda no Rio de Janeiro não se fez um quadro tão importante como é este”, visto que os pintores preferem os assuntos históricos, mas “não se ocupam com a época nem os costumes que devem formar os caracteres aproveitáveis na composição dessas telas”.

Arrufos representa um momento de desentendimento entre um casal. Gonzaga Duque o descreve como “o marido, um rapaz de fortuna, chega em companhia da esposa à bonita habitação em que viviam até aqueles dias como dois anjos”. A descrição contempla a análise do interior do ambiente onde “é presidido por um fino espírito feminino, educado e honesto”. O ambiente calmo, “fino e educado”, terá em contraposição à mulher, que é “subjugada por um acesso de ira, atira-se ao chão, debruça-se ao divã para abafar entre os braços o ímpeto do soluço”. Gonzaga Duque é tão detalhista quanto Belmiro ao descrever cada traço do quadro que merece ser apresentado:

Debaixo do seu vestido “foulard” amarelo percebe-se o colete, o volume das saias, os artifícios exteriores que a mulher emprega para dar harmonia à linha do corpo. Na fímbia do vestido a ponta do sapatinho de pelica inglesa ficou esquecido, sobre o tapete do assoalho, como se propositalmente, animado por estranho poder, tomasse aquela atitude para contemplar a rosa que caiu do peito da moça e jaz no chão, melancólica, desfolhada, quase murcha, lembrando a olorente alegria que se despegara do coração da feliz criatura naquele tempestuoso momento de rusga. E o esposo, um guapo rapaz delicado e forte, num gesto de indiferentismo, atende a tênue fumaça que se desprende do charuto, levantando-o entre os dedos, em frente do rosto.

Texto completo: Vivas, Rodrigo ; ASSIS, Márcia Georgina de . A Academia Imperial de Belas Artes no Museu Mineiro. 19&20 (Rio de Janeiro), v. VIII, p. 1, 2013.

 

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Belmiro de Almeida. Má Notícia, 1897. Óleo sobre tela, 167 x 168 cm. Belo Horizonte, Museu Mineiro.

A obra Má Notícia representa um recorte de um ambiente interno, composto por duas poltronas, um quadro e um tapete. Ao centro da tela deslocado em diagonal vê-se uma poltrona individual onde está uma mulher que parece ter se jogado desesperadamente na mesma, após ler uma carta que foi lançada ao chão. A mulher com cabelos longos e louros coloca a mão na testa não deixando visível seu olhar. A sensação é de completo desespero e a ação parece se desenrolar conjuntamente com o observador que, como voyeur, acompanha a cena sem ser notado. O formato da tela parece reafirmar essa sensação. A iluminação cumpre um importante papel no desenvolvimento da cena. Inicia-se em uma porta, possivelmente aberta, onde a carta foi recebida e agora foi jogada ao chão. Ilumina os braços, passando pelo cabelo e ganhando maior movimento nos sulcos do vestido que chega a mudar de cor.

Texto completo: Vivas, Rodrigo ; ASSIS, Márcia Georgina de . A Academia Imperial de Belas Artes no Museu Mineiro. 19&20 (Rio de Janeiro), v. VIII, p. 1, 2013.

Aula 04 — O Modernismo no Brasil

A aula estará dividida em dois momentos. No primeiro discutiremos o tema O mito do modernismo em questão a partir da leitura do texto de introdução da tese de Arthur Valle. No segundo momento, passaremos a discussão das críticas disponíveis nos links abaixo que receberam o título de Salões, Exposições Gerais de Belas Artes. Estará disponível no moodle uma atividade para análise destas críticas, cujo objetivo é descrever, apontando os argumentos utilizados pelos autores em seus textos.

Textos obrigatórios:

  1. VALLE, Arthur. Introdução. In: A pintura da Escola Nacional de Belas Artes na 1a República (1890-1930)_Da formação do artista aos seus modos estilísticos. Tese de Doutorado. UFRJ, Rio de Janeiro, 2017

Textos críticos sobre o pintor Aníbal Mattos:

  1. Artes e Artistas. Minas Gerais. Belo Horizonte, 09 de dezembro 1923. p. 04.
  2. Artes e Artistas. Minas Gerais. Belo Horizonte, 30 de junho 1919. p. 13.
  3. Diário de Minas. Belo Horizonte, 02 de Setembro de 1926. p. 01.
  4. Diário de Minas. Belo Horizonte, 17 de maio 1924. p. 01.
  5. EXPOSIÇÃO Mattos. Minas Gerais, Belo Horizonte, 09 maio 1917. Artes e Artistas. p. 07.
  6. GOMES, Fernando. Aníbal Mattos, Pintor Romântico. In_ Estado de Minas. Belo Horizonte, 31 de maio 1964.
  7. MINAS GERAIS, Belo Horizonte, 30 abr. 01 maio 1917. Artes e Artistas. p.03.
  8. NETTO, Azeredo. Trechos, Minas Gerais. Belo Horizonte, 19 de Junho de 1913. p. 02.
  9. PENA, Gustavo. Minas Gerais. Belo Horizonte, 15 de junho 1919. p. 10.
  10. PENNA, Manoel. EXPOSIÇÃO de Pintura. Minas Gerais, Belo Horizonte, 23 ago. 1913. p.02.
  11. SILVA, M. Nogueira da. O Pintor Aníbal Matos. Rio de Janeiro A Notícia. 3 de setembro de 1941.

Leitura complementar:

  1. VIVAS, Rodrigo. Aníbal Mattos e as Exposições Gerais de Belas Artes em Belo Horizonte. 19&20, Rio de Janeiro, v. VI, n. 3, jul./set. 2011. Disponível em:
  2. VIVAS, Rodrigo. Aníbal Mattos: o pintor inaugural e a tradição visual. In: Por uma história da arte em Belo Horizonte: artistas, exposições e salões de arte. Belo Horizonte: C/Arte, 2012. p. 42-64.

Salões, Exposições Gerais de Belas Artes

 

Alguns trechos dos artigos com análise das obras de Aníbal Mattos:

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Aníbal Mattos. Antiga Capela de Sabará, 1925. 52 x 62,6 cm. Museu Mineiro.

As articulações entre civis e militares, iniciadas em 1923, direcionaram-se para a capital paulista sob o comando do general Isidoro Dias Lopes. O conjunto de fatos ficou conhecido no período como o reinício do Movimento Tenentista. A Estação da Luz não escapou ilesa, sendo queimada conjuntamente com toda a obra de Mattos ali armazenada (como consequência de uma sucessão de medidas autoritárias para o fim das oposições ao presidente Arthur Bernardes). Apenas duas telas foram salvas: Mata Iluminada e Terra Mineira.

Aníbal Mattos continua sua produção artística mesmo após a destruição do conjunto da sua obra. No ano de 1925, pinta a obra Antiga Capela de Sabará. Mattos passa a assumir o domínio da cor em contraposição ao desenho deixando cada vez mais aparente o gesto do pincel que percorre a tela.

Texto completo: VIVAS,Rodrigo. Por uma História da Arte em Belo Horizonte: Artistas, exposições e salões de arte. Belo Horizonte: C/ Arte, 2012. 248 p.

 

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Aníbal Mattos. Casas de Cidade Antiga, 1926. 40 x 32,8 cm. Museu Mineiro.

 

Na obra Casas de Cidade Antiga, de 1926, Aníbal pintou os mesmos temas históricos, e, apesar de não modificar os temas tradicionais, parece assumir plenamente a pintura como campos de cor. A vegetação e as casas no lado esquerdo da cena são formadas pela sobreposição de massas cromáticas. Mattos aplica tantas camadas de tinta que exige que o observador se afaste da tela para que consiga formar a imagem. Não existe mais um esforço para a preparação do desenho e posteriormente a construção das figuras. Mattos consegue construir uma imagem orgânica rejeitando as oposições tradicionais entre figura e fundo.

Texto completo: VIVAS,Rodrigo. Por uma História da Arte em Belo Horizonte: Artistas, exposições e salões de arte. Belo Horizonte: C/ Arte, 2012. 248 p.

 

Aula 05 — A arte de Vanguarda e o Modernismo Brasileiro

Nesta aula serão discutidos no primeiro momento os argumentos de Greenberg que permearam a questão da diferenciação entre a arte de vanguarda e o kitsch, e no segundo momento será discutido os textos de Chiarelli, o qual analisa a crítica de Mário de Andrade, responsável por forjar o conceito de modernismo na arte brasileira da década de 20.

Textos obrigatórios:
Vanguarda e Kitsch

  1. GREENBERG, Clement. Vanguarda e kitsch. In: GREENBERG, Clement et al. Clement Greenberg e o debate crítico. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001. p. 27 – 43.

Críticas de Mário de Andrade

  1. CHIARELLI, T. Introdução. In: Pintura não é só beleza – a crítica de arte de Mário de Andrade. Letras Contemporâneas, 2007
  2. CHIARELLI, T. O círculo que se abre. In: Pintura não é só beleza – a crítica de arte de Mário de Andrade. Letras Contemporâneas, 2007

Aula 06 — História da arte brasileira ou história da arte no Brasil?

Textos obrigatórios:

  1. CHIARELLI, Tadeu. Introdução. In Arte Internacional brasileira. São Paulo Lemos-Editorial, 2002.
  2. NAVES, Rodrigo. Introdução. A forma difícil: ensaios sobre arte brasileira. São Paulo: Ática, 1996. 285p.

Textos complementares:

  1. As idéias fora do lugar, Roberto Schwarz
  2. As idéias estão no lugar, Maria Sylvia de Carvalho Franco

Aula 07 — A crítica de Sérgio Milliet

Textos obrigatórios:

  1. MILLIET, Sérgio. “Da Pintura Moderna” In: Três Conferências. Rio de Janeiro: Ministério de Educação e Cultura, 1955.
  2. MILLIET, Sérgio. “Do assunto”. In: Pintores e Pinturas. São Paulo: Martins Fontes, 1940.
  3. MILLIET, Sérgio. “Em torno do 3o. Salão de Maio” In: Pintores e Pinturas. São Paulo: Martins Fontes, 1940.

Aula 08 — Abstração vs. Figuração: Vanguardas

Textos obrigatórios:

  1. BILL, Max. O Pensamento Matemático na Arte de nosso tempo.1950.
  2. Manifesto Ruptura.
  3. GULLAR, Ferreira. Manifesto Neoconcreto. Jornal do Brasil, 22 de março de 1959.
  4. ARANTES, Otília Beatriz Fiori. O ponto de vista do crítico. In – Mario Pedrosa, itinerário crítico. São Paulo Editora Cosac Naify, 2004. p. 31-77.
  5. ARANTES, Otilia Beatriz Fiori. Abstração e Modernidade. In – Mario Pedrosa, itinerário crítico. São Paulo Editora Cosac Naify, 2004. p. 31-77.

Aula 09 — Início da década de 60: dos Salões de Arte à Neovanguarda — o debate crítico

Textos obrigatórios:

  1. ALVARADO, D.V.P. Figurações Brasil anos 60: neofigurações fantásticas e neo-surrealismo, novo realismo e nova objetividade. São Paulo: Itaú Cultural; Edusp, 1999.
  2. COUTO, Maria de Fátima Morethy. Por uma vanguarda nacional. A crítica brasileira em busca de uma identidade artística (1940-1960). Campinas: São Paulo, Editora da Unicamp, 2004.
  3. REIS, Paulo Roberto de Oliveira. Exposições de arte – vanguarda e política entre os anos 1965 e 1970. Tese de Doutorado defendida na Universidade Federal do Paraná em 2005.
  4. RIBEIRO, Marília Andrés. Neovanguardas: Belo Horizonte – anos 60. Belo Horizonte: C/Arte, 1997. Cap. 3, 4, 5.
  5. VIVAS, Rodrigo. Os Salões de Arte da Prefeitura de Belo Horizonte. In: Por uma história da arte em Belo Horizonte: artistas, exposições e salões de arte. Belo Horizonte: C/Arte, 2012. p. 118-144
  6. ZAGO, Renata Cristina de Oliveira Maia. Os salões de Arte Contemporânea de Campinas. Dissertação de Mestrado defendida no Instituto de Artes – Unicamp, 2007.

Leitura complementar: VIVAS, Rodrigo. Arte Nacional no Salão Municipal de Belas Artes e a emergência da arte contemporânea. In: Por uma história da arte em Belo Horizonte: artistas, exposições e salões de arte. Belo Horizonte: C/Arte, 2012. p. 145-202

Aula 10 — Eventos: Do corpo à Terra e Objeto e participação

Textos obrigatórios:

  1. VIVAS, Rodrigo. Arte Contemporânea em Belo Horizonte. In: Por uma história da arte em Belo Horizonte: artistas, exposições e salões de arte. Belo Horizonte: C/Arte, 2012. p. 204-228.
  2. REIS, Paulo Roberto de Oliveira. Exposições de arte – vanguarda e política entre os anos 1965 e 1970. Tese de Doutorado defendida na Universidade Federal do Paraná em 2005.

Aula 11 — Década de 70: Experimentação ou conformismo?

Textos obrigatórios:

  1. PECCININI, Daisy. (org) Arte. Novos Meios, Multimeios. Anos 70/80. São Paulo: Instituto de Pesquisa, Setor de Arte FAAP, 1985.
  2. BASBAUM, Ricardo. (org) Arte contemporânea Brasileira. texturas, dicções, ficções e estratégias. Rio de Janeiro: Ed. Rios ambiciosos, 2001.
  3. FARIAS, Agnaldo. Arte brasileira hoje. São Paulo: Publifolha, 2002.
  4. FREIRE, Cristina. Poéticas do processo. Arte conceitual no museu. São Paulo: MAC USP, Iluminuras, 1999.

Artistas: José Alberto Nemer, Lothar Charoux, Raymundo Colares, Humberto Espíndola, Jarbas Juarez, Terezinha Veloso, Iazid Thame, Siron Franco, Marília Giannetti, Márcio Sampaio, Mário Zavagli.

 

Aula 12 — Décadas de 80 e 90: Ressurgimento da pintura?

Textos obrigatórios:

  1. BASBAUM, Ricardo. Pintura dos anos 80: algumas observações críticas. In: ______ (Org). Arte contemporânea brasileira: texturas, dicções, ficções estratégias. Rio de Janeiro: Rios Ambiciosos, 2001. p. 299-317. Link para download no site ICAA (necessário fazer login)
  2. CANONGIA, Ligia. Anos 80: embates de uma geração. Rio de Janeiro: Francisco Alves, [201?]. 244 p
  3. CANTON, Katia. Novíssima arte brasileira: um guia de tendências. São Paulo: Iluminuras, 2001.
  4. MORAIS, Frederico. Anos 80: a pintura resiste. In: BR 80: pintura Brasil década 80. São Paulo: Instituto Cultural Itaú, 1991.

 

Referências complementares:

Identificação iconográfica:

  1. OLGA’S GALLERY – ONLINE ART MUSEUM
  2. Web Gallery of Art, searchable fine arts image database

O livro Legenda Áurea: vida de santos, de Jacopo Varazze está disponível para download no seguinte site.

Referências indicadas durante as aulas (links disponíveis em outros sites da internet)

CHIARELLI, Tadeu. De Anita à academia: para repensar a história da arte no Brasil. Novos estud. – CEBRAP, São Paulo , n. 88, p. 113-132, Dec. 2010 . BENJAMIN, Walter. O narrador: considerações sobre a obra de Nikolai Leskov. Magia e técnica, arte e política: ensaios sobre literatura e história da cultura. São Paulo: Brasiliense, 1994, p. 197-221.

A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica, de Walter Benjamin

Microfísica do poder, de Michel Foucault

A estética da recepção: Colocações Gerais, de Hans Robert Jauss

Paranoia ou mistificação? crítica de Monteiro Lobato aos modernistas brasileiros.

Texto Passados presentes: midias, politica, amnesia, do livro Seduzidos pela Memória, de Andreas Huyssen

As novas regras do jogo: o sistema da arte no Brasil, organizadora Maria Amélia Bulhões

Desobediência epistêmica: a opção descolonial e o significado de identidade em política, de Walter D. Mignolo

Almeida Júnior: o sol no meio do caminho, de Rodrigo Naves

A violência e o caipira, de Jorge Coli

As regras da arte: genese e estrutura do campo literario, de Pierre Bourdieu

Ambiguidades na construção de um “gênio brasileiro”, de Icleia Borsa Cattani

As idéias fora do lugar, Roberto Schwarz

As idéias estão no lugar, Maria Sylvia de Carvalho Franco

Portinari, Pintor Social, de Annateresa Fabris

Um Jeca nos Vernissages, de Tadeu Chiarelli

Arte Para Quê? – a Preocupação Social na Arte, de Aracy Amaral

A Arte no Brasil nas décadas de 1930-40: o Grupo Santa Helena, de Walter Zanini

Profissão Artista: pintoras e escultoras acadêmicas brasileiras, de Ana Paula Cavalcanti Simioni

 

Indicações para os trabalhos:

Sobre o Problema do Desenho:

LICHTENSTEIN, Jacqueline. (Org.). A pintura. Vol. 9. O desenho e a cor. São Paulo: Ed. 34, 2006.

MATTOS, Aníbal. As artes do Desenho no Brasil. 1923.

SAMPAIO, Márcio. O desenho em Minas. Belo Horizonte – Palacio das Artes, 1979.

VALÉRY, Paul. Degas Dança Desenho. Tradução por Christina Murachco. São Paulo_ Cosac&Naify 

DIAS, Bruno dos Santos; DUARTE, Renata Garcia Campos, FONSECA, Daniela Flávia Martins. O Desenho em foco: a arte aplicada na transição do século XIX para o XX. 19&20, Rio de Janeiro, v. III, n. 2, abr. 2008. Disponível em: <http://www.dezenovevinte.net/ensino_artistico/ea_bd_desenho.htm&gt;

GOMES, Sonia Pereira. Arte, ensino e academia: estudos e ensaios sobre a Academia de Belas Artes do Rio de Janeiro, 1. Ed. Rio de Janeiro: Faperj, 2016, 360 p.

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