História da Arte em Belo Horizonte

História da Arte em Belo Horizonte: do imaginário da cidade moderna aos salões de arte Contemporânea

(2019/02)

Professor: Rodrigo Vivas

Data de início:

Horário:

Ementa: A disciplina História da Arte em Belo Horizonte tem o objetivo de analisar a produção artística da capital mineira em associação aos textos a ela relacionados, perpassando desde o momento de fundação da cidade, às expressões mais atuais. O estudo é feito do ponto de vista da História da Arte através dos seguintes acervos: Museu Histórico Abílio Barreto, Museu Mineiro e Museu de Arte da Pampulha, considerando-se principalmente a visualidade e materialidade das obras artísticas, tanto em seu aspecto individual, quanto em sua capacidade de pertencimento a uma coleção.
Colocadas no primeiro plano de análise, essas obras se apresentam como fio condutor as reflexões teóricas instituídas sobre o debate existente entre uma arte regional, nacional e internacional.

A disciplina faz parte do Mestrado e Doutorado e tem um número significativo de orientandos. A pontualidade é obrigatória, assim como o compromisso com a carga de leitura.

Roteiro para as apresentações:
A apresentação não deve ultrapassar 20 minutos. Caso seja necessário, poderão utilizar o power point, desde que não seja para ler slides.
1) Localização da tradição intelectual do autor;
2) Problematização do autor;
3) Desenvolvimento da argumentação e pontos levantados.

Textos Obrigatórios (formação básica):

Cada aluno deverá se responsabilizar por um texto e colocar as questões a serem discutidas pela turma. A organização já foi enviada por e-mail.

Constituição da disciplina História da Arte

Formação básica no que se refere ao conhecimento da disciplina História da Arte.  Caso você tenha dúvida sobre a disciplina História da Arte e sua constituição como uma prática acadêmica.

  • História da arte e humanismo

PANOFSKY, Erwin. A História da Arte como disciplina humanística. Significado nas artes visuais. 2. ed. São Paulo: Perspectiva, 1979. pp. 19-46.

  • Historiografia da História da Arte. Os caminhos seguidos pela disciplina e suas relações com outras disciplinas 

GINZBURG, Carlo. De A. Warburg a E.H.Gombrich. Notas sobre um problema de método. In: Mitos, emblemas, sinais: Morfologia e História. 1ª reimpressão. São Paulo: Companhia das Letras, 1990

  • História da Arte no Brasil

Vivas, Rodrigo . O que queremos dizer quando falamos em História da Arte no Brasil. Revista Científica/FAP (Curitiba. Impresso), v. 11, p. 94-114, 2011.

  • Os desafios da disciplina hoje e os ataques realizados nas últimas décadas

BOIS, Yve-Alain. Introdução. In: A pintura como modelo. WMF, 2009.BELTING, Hans. Epílogo da arte ou história da arte. In BELTING, Hans. O fim da história da arte uma revisão dez anos depois. São Paulo Cosac Naify, 2006

Construção da crença na Arte

  • A constituição dos museus modernos

BOIS, Yve-Alain. Mudança de Cenário. In: HUCHET, Stephane (Org.). Fragmentos de uma Teoria da Arte.São Paulo USP, 2012

  • Mundos da Arte

A atividade artística como uma prática coletiva. As modalidades artísticas nos “mundos da arte”. A análise será realizada a partir dos seguintes capítulos: Mundos da Arte e Actividade Coletiva; As convenções; A Estética, os Estetas e os Críticos.

BECKER, Howard S. Mundos da Arte e Actividade Colectiva. In.: BECKER, Howard S. Mundos da Arte. Trad. Luis San Payo. Edição comemorativa do 25º aniversário, revista e aumentada. Lisboa: Livros Horizonte, 2010. 327p.

BECKER, Howard S. As Convenções. In.: BECKER, Howard S. Mundos da Arte. Trad. Luis San Payo. Edição comemorativa do 25º aniversário, revista e aumentada. Lisboa: Livros Horizonte, 2010. 327p.

BECKER, Howard S. Cap. 05. A Estética, os Estetas e os Críticos. In: BECKER, Howard S. Mundos da Arte. Trad. Luis San Payo. Edição comemorativa do 25º aniversário, revista e aumentada. Lisboa: Livros Horizonte, 2010. 327p.

  • Campo artístico

BOURDIEU, Pierre. Sobre o poder simbólico. In: BOURDIEU, Pierre. O poder simbólico. Editora Bertrand Brasil, 1989.

BOURDIEU, Pierre. Gênese histórica de uma estética pura. In: BOURDIEU, Pierre. O poder simbólico. Editora Bertrand Brasil, 1989.

História da Arte Brasileira (Século XIX e início do XX)

  • Produção do Século XIX: Academia Imperial de Belas Artes (AIBA) e Escola Nacional de Belas Artes (ENBA)

COLI, Jorge; ABDALA JUNIOR, Benjamin. Apresentação. In: COLI, Jorge; ABDALA JUNIOR, Benjamin. Como estudar a arte brasileira do século XIX. São Paulo_ Editora Senac São Paulo, 2005

PEREIRA, Sonia Gomes. Revisão historiográfica da arte brasileira do século XIX. Revista Do Instituto De Estudos Brasileiros, n. 54, 2012, pp. 87-106.

VALLE, Arthur. Introdução. In: VALLE, Arthur. A pintura da Escola Nacional de Belas Artes na 1a República (1890-1930)_Da formação do artista aos seus modos estilísticos. Tese de Doutorado. UFRJ, Rio de Janeiro, 2007

  • Produção do século XIX e início do século XX nos acervos dos museus públicos de Belo Horizonte

VIVAS, Rodrigo; ASSIS, Márcia Georgina de. A Academia Imperial de Belas Artes no Museu Mineiro. 19&20, Rio de Janeiro, v. VIII, n. 1, jan./jun. 2013. Disponível em: <http://www.dezenovevinte.net/obras/mm_aiba.htm>.

VIVAS, Rodrigo; MIRANDA, Gabriela. Emilio Rouède: das marinhas à cidade moderna. 19&20, Rio de Janeiro, v. XIII, n. 1, jan.-jun. 2018. Disponível em: <http://www.dezenovevinte.net/obras/rv_rouede.htm>.

VIVAS, Rodrigo. Aníbal Mattos:_o pintor inaugural e a tradição visual. In: VIVAS, Rodrigo. Por uma História da Arte em Belo Horizonte: artistas, exposições e salões de arte. Belo Horizonte. C-Arte, 2012

VIVAS, Rodrigo. Aníbal Mattos e as Exposições Gerais de Belas Artes em Belo Horizonte. 19&20, Rio de Janeiro, v. VI, n. 3, jul./set. 2011. Disponível em: <http://www.dezenovevinte.net/artistas/rv_am.htm>.

Arte Moderna

  • Definição de Arte Moderna no Brasil. Fazer leitura dos dois textos para discussão.

NAVES, Rodrigo. Da dificuldade de forma à forma difícil. IN NAVES, Rodrigo. A forma difícil_ensaios sobre arte brasileira. São Paulo Ática, 1996

CHIARELLI, Tadeu. Introdução. In Arte Internacional brasileira. São Paulo Lemos-Editorial, 2002.

  • A arte moderna em Belo Horizonte. O capítulo deverá ser dividido por seus subtítulos, cada aluno deverá escolher e fazer uma leitura atenta de um dos tópicos:
  1. Zina Aita e Aníbal Mattos até Galileo Chini, movimento post-macchiaioli e Zina Aita;
  2. O Salão Bar Brasil e a XII Exposição da Sociedade Mineira de Belas Artes, Fernando Pieruccetti: Miséria e Jornaleiros até O Catálogo da Exposição Salão Bar Brasil
  3. Exposição Moderna de 1944 até Cândido Portinari
  4. A Igreja de São Francisco de Assis até Painel Externo: a história de São Francisco de Assis
  5. Painel Externo: uma leitura não linear até O Painel Central
  6. Da Escola Guignard aos Salões Municipais de Belas Artes (SMBA) até Quatro paisagens de Alberto da Veiga Guignard

VIVAS, Rodrigo. A arte moderna em questão. In: VIVAS, Rodrigo. Por uma História da Arte em Belo Horizonte: artistas, exposições e salões de arte. Belo Horizonte. C-Arte, 2012

  • Referência complementar: Exposição de 1944 e Baixo-relevo da Igreja de São Francisco de Assis (Pampulha)

VIVAS, Rodrigo. 1944. Do pincel à giletes a arte moderna em Belo Horizonte In: CAVALCANTI, Ana; OLIVEIRA, Emerson Dionisio de; COUTO, Maria de Fátima Morethy; MALTA, Marize. Histórias da Arte em Exposições_ Modos de ver o Brasil; Rio Books/Fapesp. 2016

VIVAS, Rodrigo ; GUEDES, Gisele . TRADIÇÃO E DIÁLOGO: ANÁLISE DO BAIXO-RELEVO DA IGREJA SÃO FRANCISCO DE ASSIS. In: 25 Encontro da ANPAP, 2016, Porto Alegre. 25 Encontro da ANPAP. Porto Alegre: ANPAP, 2016. v. 1. p. 914-929.

Metodologia para análise de obras de arte

  • Questões de método:

IconografiaPANOFSKY, Erwin. Iconografia e Iconologia: uma introdução ao Estudo da Arte na Renascença. In: Significado nas artes visuais. 2. ed. São Paulo: Perspectiva, 1979. p. 47-87.

Pseudomorfismo: BOIS, Yve-Alain. A questão do pseudomorfismo: um desafio para a abordagem formalista. In: RIBEIRO, Marília Andrés; RIBEIRO, Maria Izabel Branco (Org.) Anais do XXVI Colóquio do CBHA, São Paulo, Outubro de 2006. Belo Horizonte: C/Arte, 2007, p.13-27.

  • Método de análise desenvolvido pelo MAV-BH (Memória das Artes Visuais em Belo Horizonte

VIVAS, Rodrigo; GUEDES, Gisele. DA NARRATIVA COMUM À HISTÓRIA DA ARTE: UMA PROPOSTA METODOLÓGICA. Art Sensorium. Revista Interdisciplinar Internacional de Artes Visuais. 2015. VOL. 2, N.1.

Museus públicos de Belo Horizonte

Museu Mineiro – Endereço:  Av. João Pinheiro, 342 – Lourdes, Belo Horizonte – MG, 30130-180

Museu Histórico Abílio Barreto – Endereço: Av. Prudente de Morais, 202 – Cidade Jardim, Belo Horizonte – MG, 30380-002

Museu de Arte da Pampulha – Endereço: Av. Otacílio Negrão de Lima, 16585 – Pampulha, Belo Horizonte – MG, 31365-450

Vídeo: 

A ciência brasileira e Síndrome de Cassandra | Natália Pasternak | TEDxUSP

Trabalho da Disciplina

Todo trabalho, fichamento ou análise deverá estar formatado conforme as normas da ABNT, textos fora do padrão de formatação não serão avaliados

Link para download do tutorial: Normas para Formatação ABNT

Referência complementar sobre as normas: FRANÇA. Junia Lessa. Manual para normalização de publicações técnico-cientificas. 8a Ed. Belo Horizonte, Ed.: UFMG, 2008, p. 49-255

Com o encerramento da disciplina, cada aluno se responsabilizará por realizar um trabalho escrito a partir das discussões realizadas em sala, sobre os textos escolhidos. É recomendável que o trabalho seja realizado já dentro da temática que cada aluno têm se proposto em suas pesquisas individuais, articulando assim o projeto e o trabalho final. A seguir, algumas questões que podem vir a ser discutidas nos trabalhos.

  • Retomar a base da discussão sobre o que foi dado como consensual, mas não o é. O estatuto da disciplina História da Arte (o que é, o que faz, quais as chantagens, o que falta ao campo, entre outras questões) 

Referências: PANOFSKY, Erwin. A História da Arte como disciplina humanística. Significado nas artes visuais. 2. ed. São Paulo: Perspectiva, 1979. pp. 19-46.

VIVAS, Rodrigo; GUEDES, Gisele. DA NARRATIVA COMUM À HISTÓRIA DA ARTE: UMA PROPOSTA METODOLÓGICA. Art Sensorium. Revista Interdisciplinar Internacional de Artes Visuais. 2015. VOL. 2, N.1.

Vivas, Rodrigo . O que queremos dizer quando falamos em História da Arte no Brasil. Revista Científica/FAP (Curitiba. Impresso), v. 11, p. 94-114, 2011.

BOIS, Yve-Alain. Introdução. In: A pintura como modelo. WMF, 2009.

BELTING, Hans. Epílogo da arte ou história da arte. In BELTING, Hans. O fim da história da arte uma revisão dez anos depois. São Paulo Cosac Naify, 2006

  • As noções do campo (a crença, o cânone, o compartilhamento, a existência das tradições independentemente da negação)

Referências: BOURDIEU, Pierre. Sobre o poder simbólico. In: BOURDIEU, Pierre. O poder simbólico. Editora Bertrand Brasil, 1989.

BOURDIEU, Pierre. Gênese histórica de uma estética pura. In: BOURDIEU, Pierre. O poder simbólico. Editora Bertrand Brasil, 1989.

BECKER, Howard S. Mundos da Arte e Actividade Colectiva. In: BECKER, Howard S. Mundos da Arte. Trad. Luis San Payo. Edição comemorativa do 25º aniversário, revista e aumentada. Lisboa: Livros Horizonte, 2010. 327p.

BLOOM, Harold. O Cânone Ocidental: Os Livros e a Escola do Tempo

  • Micro e macro História da Arte: História da Arte nacional, regional, ou apenas História da Arte, num sentido universal? O regional seria, nesse sentido, um aspecto folclórico.

Referências: CHIARELLI, Tadeu. Introdução. In Arte Internacional brasileira. São Paulo Lemos-Editorial, 2002.

NAVES, Rodrigo. Introdução. A forma difícil: ensaios sobre arte brasileira. São Paulo: Ática, 1996. 285p.

  • A História da Arte em Belo Horizonte: Tratar a cidade como se não possuísse paredes, avaliando o que há de potente nas obras aqui deixadas

Referências: VIVAS, Rodrigo; GUEDES, Gisele. Desejos individuais – imagens de coletividade. ouvirouver, Uberlândia v. 1 2 n. 1 p. 1 68-1 79 jan.| jul. 2016

  • Os discursos de incorporação

Referências:

 

  • Definição da produção artística brasileira. É possível definir a arte brasileira, considerando o princípio de universalidade da arte, da ideia de patrimônio universal, ou estamos falando de um fenômeno local?

Referências: CHIARELLI, Tadeu. Introdução. In Arte Internacional brasileira. São Paulo Lemos-Editorial, 2002.

NAVES, Rodrigo. Introdução. A forma difícil: ensaios sobre arte brasileira. São Paulo: Ática, 1996. 285p.

Textos complementares: Raízes do Brasil, autor: Sérgio Buarque de Holanda (sobre o personalismo brasileiro, que serve de base pro argumento de Rodrigo Naves). Download no site Lelivros

A crise do passado: modernidade, vanguarda e meta-modernidade, autor: Philadelpho Menezes (discute o conceito de modernidade que é utilizado no texto de Chiarelli)

Literatura e cordialidade: o público e o privado na cultura brasileira
, autor: João Cezar de Castro Rocha (o texto aborda a questão que foi comentada sobre a ‘economia dos afetos)

  • Como pensar a produção realizada no Brasil, partindo-se do quantitativo  para o qualitativo? Qual a relação da pesquisa que diferencia objeto testemunho/objeto diálogo?

Referência: Museus de fora: a visibilidade dos acervos de arte contemporânea no Brasil, autor: Emerson Dionisio Gomes de Oliveira

  • A tradição artística. Qual a função da tradição/cânone para a definição dos valores artísticos?

Referência: Arte contemporânea: o lugar da pesquisa, autora: Iclea Borsa Cattani, está no livro O Meio como ponto zero: metodologia da pesquisa em artes plásticas, organizadoras: Blanca Brites e Elida Tessler. Download do livro no Scribd

Textos complementares: BOIS, Yve-Alain. Mudança de Cenário. In: HUCHET, Stephane (Org.). Fragmentos de uma Teoria da Arte.São Paulo USP, 2012

O fim da história da arte: uma revisão dez anos depois, autores: Hans Belting e Rodnei Nascimento. Download do Prefácio no Scribd  e download do texto até a página 40, no Scribd

BOIS, Yve-Alain. Introdução. In: A pintura como modelo. WMF, 2009.

VIVAS, Rodrigo; GUEDES, Gisele. Desejos individuais – imagens de coletividade. ouvirouver, Uberlândia v. 1 2 n. 1 p. 1 68-1 79 jan.| jul. 2016

 

 

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