Trabalhos/Avaliações

Cronograma:

Entrega da análise completa: 06 de novembro de 2017

Primeira Prova: 10 de novembro de 2017

Orientações Gerais:

O trabalho a ser desenvolvido em três passos, com objetivo de avaliação processual tem como ponto de partida o método para análise de obras de arte proposto no artigo Da narrativa comum à História da Arte: uma proposta metodológica. Cada aluno deverá selecionar uma das obras propostas durante às aulas e realizar a análise seguindo alguns critérios:

  • o texto deve ser escrito tendo-se como objetivo a compreensão de um público que não possui conhecimento sobre conceitos e técnicas relacionados às artes visuais;
  • deverá estar formatado conforme as normas da ABNT, trabalhos fora do padrão de formatação não serão avaliados
    — Links para download: Normas para Formatação (simplificado) e FRANÇA. Junia Lessa. Manual para normalização de publicações técnico-cientificas. 8a Ed. Belo Horizonte, Ed.: UFMG, 2008, p. 49-255
  • como o trabalho será dividido em três partes a serem entregues em datas combinadas, o aluno deverá, ao receber feedback, retomar o texto avaliado buscando solucionar as questões indicadas;
  • a análise partirá dos seguintes aspectos, que são especificados no artigo artigo Da narrativa comum à História da Arte: uma proposta metodológica.:
  1.         Formal: descrição física e espacial;
  2.         Aspectos narrativos: a iconografia e a iconologia, ou Aspectos descritivos: Motivos artísticos, arte não figurativa e experimentação
  3.         Mundo da Arte: Valoração, Inserção e Veiculação
    — Link para download do artigo:
    VIVAS, Rodrigo; GUEDES, Gisele. DA NARRATIVA COMUM À HISTÓRIA DA ARTE: UMA PROPOSTA METODOLÓGICA. Art Sensorium. Revista Interdisciplinar Internacional de Artes Visuais. 2015. VOL. 2, N.1
  • a estrutura de argumentação do texto deve deixar claro as escolhas que foram feitas para analisar a obra, por exemplo:
  1.         A escolha parte de uma análise dos aspectos formais, iconográficos ou iconológicos? Se cabe à obra uma análise iconográfica ou alegórica, mas a escolha foi a de analisar somente dos aspectos formais, deve-se deixar claro no texto a escolha, deixando como observação o fato desta não ser a única forma de analisar o objeto;
  2.         Nos casos do ponto de vista em que se observa a obra, principalmente se tratando daquelas que estão em ambiente externo, deve-se especificar a motivação da escolha, deixando claro à existência de outros pontos de vista ou não, uma vez que as análises não se baseiam em uma verdade fechada;
  3.         Se a obra apresenta uma diversidade de representações, por exemplo, o painel externo da Igreja da Pampulha, deve-se especificar se a análise contemplará todos as imagens nele contida, ou se partirá de uma seleção de algumas delas, deixando claro a existência de outras imagens na obra;
  • A análise escrita por si só não é suficiente, será obrigatório anexar imagens para demonstração dos argumentos, por exemplo:
  1.         Quando se afirma que para observar uma obra é necessário uma circulação ao seu redor, deve-se anexar fotografias de todos estes pontos de vista, demonstrando as especificidades de cada um deles;
  2.         Se o caminho de análise parte da iconografia ou iconologia, será obrigatório apresentar imagens produzidas sobre o mesmo tema como demonstração da argumentação, cabendo ainda apresentar quais os aspectos diferenciais apresentados pela obra analisada;
  3.         Se a análise não contempla iconografia ou iconologia, deve-se demonstrar, a medida do possível, imagens da obra analisada, apontando algumas questões, por exemplo: a obra se caracteriza por um gestual? Quais as sensações produzidas pelo material utilizado pelo artista?

 

Além dos tópicos propostos no artigo, também há de se considerar os seguintes caminhos propostos abaixo:

 

  • Item 1: Modalidade Artística

 

A modalidade artística define o tipo de categoria pertence à obra. Tradicionalmente as obras possuíam categorias como pintura, escultura, gravura, arquitetura. A partir do século XIX, as categorias foram ampliadas e, por vezes, hibridizadas. Com isso, o desenho tornou-se uma categoria autônoma, outros materiais foram acrescentados, as divisões entre pintura, escultura, ficaram comprometidas.

Ao mencionar a modalidade artística você está se posicionando e localizando a obra na tradição ou em seu tensionamento. A modalidade também se inscreve na possibilidade de reconhecimento da figura a partir da sua experiência prática.  Onde a obra começa e termina também é um elemento fundamental.

Observações:

Nos casos onde a obra não corresponde a nenhuma das categorias tradicionais, como pintura, desenho, gravura, escultura, etc., cabe avaliar se trata-se de alguma das novas categorias criadas para definir algumas produções contemporâneas, precisando-se tomar cuidado para não taxar o objeto em uma categoria não condizente com o que a obra de fato propõe.

Expressões como “possivelmente”, “aparentemente”, podem ser um bom recurso para conduzir o argumento. No entanto, para categorias não tradicionais,  lembrando-se que os textos devem ser escritos pensando em um público que não reconhece estes conceitos, é imprescindível apresentar um breve parágrafo comentando as diferenças entre tal categoria e as categorias tradicionais das modalidades artísticas.

 

  • Item 2: Materiais artísticos

 

Cada material artístico está associado tradicionalmente a uma técnica. A utilização de materiais está associado a uma aprendizagem específica. O mesmo ocorre com uma técnica. É necessário conhecer as técnicas para compreender a sua utilização na época contemporânea. Cada material produz um efeito visual específico. Você deverá destacá-lo na sua análise.

Observações:

Durante a análise das obras é necessário descrever o material utilizado para sua realização, e ao mesmo tempo, apresentar uma descrição de como possivelmente esse material é utilizado pelo artista, produzindo tal efeito/resultado na obra.  

Alguns exemplos:

Ao comparar os materiais artísticos tradicionais para se realizar uma pintura, como a tinta a óleo, acrílica, aquarela ou têmpera, sabemos que estes possuem comportamentos distintos devido a sua própria característica, mas também a depender da forma a qual são utilizados pelo artista.

O uso destes materiais pode definir um trabalho com manchas, com transparências, com escorrimento, com acúmulo, sendo visíveis os gestos do artista, assim como podem ser utilizados em um trabalho minucioso, cujo controle do material não denunciam o gesto do artista.

O mesmo pode ser observado nas diferenças entre uma escultura de mármore, bronze, madeira ou metal.

Ao leitor é necessário apresentar de modo mais objetivo possível as principais características da forma com que o artista aparentemente trabalhou o material utilizado em sua obra. Lembrando que produções contemporâneas podem não possuir nenhum dos materiais tradicionais utilizados em pintura, desenho, gravura, assim como pode utilizá-los de forma mista a outros materiais, produzindo assim outros resultados à partir da técnica empregada ao material.

 

  • Item 3: Suporte

 

O suporte também tem sua história. Cada suporte foi utilizado dentro da história da arte a partir de uma finalidade. O efeito visual também modifica completamente.

Observações:

Como se sabe, tradicionalmente cada categoria artística sempre possuiu um suporte específico no qual seriam empregados os materiais e técnicas para constituição da obra de arte, assim sendo, a pintura (à óleo, acrílica ou aquarela) é realizada sobre tela, papel ou cartão; o desenho e gravura sobre o papel. Com as novas categorias artísticas isto foi modificado, portanto, ao avaliar uma obra, é imprescindível reconhecer seu suporte e também trazer ao leitor um breve comentário sobre a diferenciação deste modo de criação em relação à tradição. Por exemplo, se um desenho for realizado na parede e ao invés de lápis, carvão, etc., for realizado com linhas de lã, este pode se tornar um argumento para demonstrar o tensionamento provocado pela obra em relação à tradição do desenho. Entretanto é necessário de fato que tal proposta seja reconhecida dentro da categoria desenho, necessitando portanto ser justificada tal aproximação.

 

  • Item 4: Descrição Espacial

 

A descrição espacial é de extrema relevância, pois você concretiza e comprova as afirmações realizadas acima. Qual a distância você deve estar do objeto? Para elaborar tal afirmação é necessário que você saiba qual o “objeto”. Onde ele começa e termina. Cada técnica também produz um efeito distinto ao ser utilizada. A observação da tinta óleo não é mesma considerando uma distância de 30 cm, 1 metro ou 5 metros. O tamanho do quadro, por exemplo, interfere na visão.

Observação:

A descrição espacial também se refere ao valor aproximado das dimensões do objeto, da forma em que ele se encontra exposto em relação não somente ao corpo de quem o observa, mas ao espaço expositivo, por exemplo, a altura em que a obra está afixada na parede, ou no teto, ou em alguns casos a altura que a obra está em relação ao chão. Como se dá as relações do corpo com este objeto? Quando se observa o objeto é necessário aproximação ou deslocamento? O olhar do observador necessita circular a obra ou o espaço ao qual esta se encontra? É necessário abaixar-se, sentar-se, olhar para cima ou para baixo? É necessário tocar o objeto ou não?

Referências para análise das obras:

Leitura obrigatória:
VIVAS, Rodrigo; GUEDES, Gisele. DA NARRATIVA COMUM À HISTÓRIA DA ARTE: UMA PROPOSTA METODOLÓGICA. Art Sensorium. Revista Interdisciplinar Internacional de Artes Visuais. 2015. VOL. 2, N.1

 

  • Identificação iconográfica:
  1.     OLGA’S GALLERY – ONLINE ART MUSEUM
  2.     Web Gallery of Art, searchable fine arts image database
  3.     ROBERTS, Helene. Encyclopedia of Comparative Iconography_themes depicted in works of art. Vol. 01&02, 1998

O livro Legenda Áurea: vida de santos, de Jacopo Varazze está disponível para download no seguinte site.

 

  • Identificação iconológica:
  1. Livro Iconologia, de Cesare Ripa, disponível nos seguintes links: Us Archive, Scribd e Warburg

 

  • Identificação dos gêneros (motivos artísticos):
  1. Retrato:

Olhar e ser visto: a figura humana da renascença ao contemporâneo na Casa Fiat de Cultura (catálogo), link para download no Scribd

Olhar e ser visto, exposição do MASP (catálogo)

Referências complementares:

LICHTENSTEIN, Jacqueline. (Org.). A pintura. Vol. 10. Generos Pictóricos. São Paulo: 34, 2006

COLI, Jorge. O corpo da liberdade: reflexões sobre a pintura do século XIX. São Paulo: Cosac Naify, 2010.

MELLO, Magno Moraes (org.). A Arquitetura do Engano: perspectiva e percepção visual no tempo do Barroco entre a Europa e o Brasil. Belo Horizonte: Fino Traço; PPGHIS-UFMG, 2013

BELTING, Hans. O fim da história da arte: uma revisão dez anos depois. São Paulo: Cosac Naify, 2006. Link do Prefácio para download no Scribd, link para download da primeira parte do livro, até a página 40 no Scribd

PANOFSKY, E. Significado nas Artes Visuais. Tradução: Maria Clara F. Kneese e J. Guinsburg. São Paulo: Perspectiva, 2ª ed., 1986. Link para download do capítulo “Iconografia e Iconologia: Uma introdução ao estudo da arte da Renascença” no Academia.edu

Klibansky, R.; Panofsky, E. & Saxl, F. (1989). Saturne et la melancolie. Etudes historiques et philosophiques: nature, religion, médecine et art (F. Durand-Bogaert & L. Évard. Trads.). Paris: Gallimard. (Trabalho original publicado em 1964). Link para download no Monoskop (em inglês)

ARCHER, Michael. Arte contemporânea: uma historia concisa. São Paulo: Martins Fontes, 2001. Link para download do livro completo no Scribd

BOIS, Yve-Alain; FOSTER, Hal; KRAUSS, Rosalind; BUCHLOH, Benjamin H. D. Art Since 1900. Modernism, Antimodernism,  Postmodernism. New York: Thames and Hudson, 2004.

BARTHES, Roland. Mitologias. Tradução de Rita Buongermino, Pedro de Souza e Rejane Janowitzer. Rio de Janeiro: DIFEL, 2009. Links para download no Scribd, Academia.edu, Monoskop e LeLivros

GULLAR, Ferreira. Teoria do não objeto. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 19-20 dez. 1959. Suplemento Dominical. p. 1. Link para download no Icaadocs.

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