Moderna e Contemporânea

Moderna e Contemporânea – 2019/02

As aulas de Artes Visuais Moderna e Contemporânea serão ministradas seguindo as seguintes regras:

Horário de chegada: será feita uma chamada às 13:50 min., com tolerância de 10 min. para chegada em sala. A cada encontro são contabilizadas quatro aulas, portanto, a chegada após as 14:00 implicará em duas faltas ao aluno.

A leitura prévia dos textos definidos para cada aula é obrigatória, sendo de responsabilidade do aluno levar os textos para sala, possibilitando as discussões. Cada texto será discutido por quanto tempo necessário, conforme o desenvolvimento da turma. Ao começo das aulas, o(s) aluno(s) deve(m) explicitar sua(s) dúvida(s) sobre o texto, apontando com exatidão a página, a partir da leitura do(s) trecho(s) ao qual se refere(m). Não havendo dúvidas sobre o texto selecionado para o dia, passaremos para a discussão do texto seguinte.

Toda discussão em sala seguirá por meio de debates em nível acadêmico, as problematizações, dúvidas ou questionamentos não poderão ser sustentadas por achismos ou “opiniões” sem embasamento teórico, portanto, caso um texto selecionado não seja suficiente para sanar alguma questão, poderemos procurar outros textos para discussão.

Todo trabalho, fichamento ou análise deverá estar formatado conforme as normas da ABNT, textos fora do padrão de formatação não serão avaliados. Link para download do tutorial: Normas para Formatação ABNT.
Referência complementar sobre as normas: FRANÇA. Junia Lessa. Manual para normalização de publicações técnico-cientificas. 8a Ed. Belo Horizonte, Ed.: UFMG, 2008, p. 49-255

Tutorial para edição de imagens

Avaliações:

Os 100 pontos da disciplina serão distribuídos da seguinte forma:

35 pontos – Primeira avaliação + 35 pontos Segunda avaliação

A avaliação é realizada em sala de aula, sem consulta, a partir dos textos discutidos. São duas questões, cada uma com o valor de 17,5 pontos.

A avaliação tem duração de duas horas.

30 pontos de atividades e participação em aula

Ao longo do semestre serão propostas algumas atividades disponibilizadas previamente no moodle. Esses pontos também serão distribuídos considerando a participação em aula.

  • Considera-se participação em aula:
    Elaboração de dúvidas sobre o texto, previamente redigidas, e postadas no moodle sempre as terças.

 

 

Aula 1: 07/08/2019 – 14/08/2019

Apresentação do curso – A Modernidade

O curso tem como objetivo a análise das produções artísticas produzidas no período compreendido como moderno até os dias atuais. As aulas serão divididas por temas a partir das leituras a serem realizadas antecipadamente, e é importante ter em mente que a compreensão de um recorte de tempo tão amplo, com todas as suas modificações, exige atenção e dedicação em relação ao material textual oferecido e às orientações dadas durante as aulas. 

Compreendida na historiografia da arte como o período em que surgem diversificadas correntes/movimentos e grupos de artistas, a Arte Moderna geralmente é demarcada a partir do surgimento do Impressionismo, no fim do século XIX, que abre espaço para diversas outras manifestações, culminando nas produções artísticas atuais. 

No decorrer do curso buscaremos situar os principais conceitos associados, bem como conhecer algumas obras e artistas situados neste tipo de produção, percebendo como funda-se o debate na Europa e Estados Unidos, demarcando ainda a compreensão teórica no Brasil sobre a arte moderna.

Leitura 01 —  Modernidade e Pós Modernidade

Referência obrigatória: HARVEY, David. Modernidade e pós modernismo. In: HARVEY, David. Condição pós-moderna: uma pesquisa sobre as origens da mudança cultural. São Paulo: Edições Loyola, 1992

Para compreensão dos principais pressupostos relacionados à Arte Moderna, um elemento fundamental a ser discutido refere-se aos conceitos de modernidade e pós-modernidade, já debatidos por diversos autores, dentre eles Marshall Berman e Anthony Giddens. Entretanto, para este curso selecionamos o texto Modernidade e modernismo, publicado por David Harvey em seu livro Condição pós-moderna: uma pesquisa sobre as origens da mudança cultural

No texto de Harvey seremos apresentados a uma série de concepções elaboradas sobre o conceito de modernidade desde o século XVIII, destacando os principais aspectos de mudanças observadas na sociedade ao longo dos séculos seguintes. Entretanto, o modernismo será efetivamente observado a partir da construção do projeto iluminista, que abala as estruturas então vivenciadas historicamente. Com um sentido de universalidade e comportando elementos do conhecimento humano, como a razão e o domínio da natureza a partir da ciência, o projeto iluminista instaura a modernidade, sem no entanto deixar de ser questionado/criticado, especialmente a partir de autores que buscam um conceito de pós-modernidade. 

É neste cenário de mudanças que surge a estética, campo de conhecimento filosófico que se torna fundamental para o desenvolvimento e compreensão da arte moderna, por promover a experiência a partir de distintas sensações. 

O objetivo desta aula portanto será a apresentação destes distintos conceitos de modernidade e pós-modernidade, introduzindo o cenário que colaborou para o reconhecimento da arte como produto do conhecimento humano, possuindo um valor tal qual às demais ciências.

 

Aula do dia 21/08/2019

Leitura 02 — Arte Moderna na Europa:
conceitos, estética e métodos do Impressionismo

Referência obrigatória:SCHAPIRO, Meyer. A estética e o método do impressionismo. In: SCHAPIRO, Meyer. Impressionismo: reflexões e percepções. São Paulo: Cosac & Naify, 2002.

Para esta aula, desenvolveremos uma discussão sobre um dos primeiros movimentos artísticos da Europa, reconhecido na historiografia da arte internacional como o responsável por romper com os padrões então existentes da produção em arte: o impressionismo. 

Norteará esta discussão o texto A estética e o método do impressionismo do autor Schapiro Meyer, publicado no livro Impressionismo: reflexões e percepções. Com estas leituras perceberemos como os artistas modernos conseguiram produzir um novo tipo de arte que rompe com diversos aspectos então existentes nas obras de arte até o século XIX, condicionando essas novas obras à experiência estética e instaurando o conceito de sensação. 

Observamos ainda que as mudanças nas obras estão interligadas à um processo de autonomia reivindicado pelos artistas, que procuram neste período distinguir-se uns dos outros a partir de sua produção, deste modo, cada artista terá um modo distinto de desenvolver sua pintura. Também serão destacados alguns pontos que colaboraram para introdução desta nova produção ao público, dentre eles o surgimento da crítica de arte, elemento fundamental para a produção de sentido e de valor, paralelo ao sistema institucional das academias de arte.

Tarefa obrigatória: análise de uma obra de arte impressionista a partir do Shapiro.

 

Aula do dia 28/08/2019

Leitura 02 — Arte Moderna na Europa:
conceitos, estética e métodos do Impressionismo

Referência obrigatória:SCHAPIRO, Meyer. A estética e o método do impressionismo. In: SCHAPIRO, Meyer. Impressionismo: reflexões e percepções. São Paulo: Cosac & Naify, 2002.

Leitura 03 – Vanguardas históricas

Artistas analisados: Cezanne; Seurat; Signac; Van Gogh e Gauguin

Texto indicado:

ARGAN, G. C. Paul Cézanne, George Seurat. In: Arte Moderna: São Paulo: Companhia das Letras, 1992.

ARGAN, G. C. Vicent Van Gogh, Henri Toulouse-Lautrec, Paul Gauguin. In: Arte Moderna: São Paulo: Companhia das Letras, 1992.

Aula do dia 04/09/2019

Leitura 03 – Vanguardas históricas

Texto indicado:

ARGAN, G. C. Paul Cézanne, George Seurat. In: Arte Moderna: São Paulo: Companhia das Letras, 1992.

ARGAN, G. C. Vicent Van Gogh, Henri Toulouse-Lautrec, Paul Gauguin. In: Arte Moderna: São Paulo: Companhia das Letras, 1992.

Tarefa obrigatória: análise de uma obra de arte dos textos de Argan.

Aula do dia 11/09/2019

Visita ao Museu Mineiro e Centro Cultural do Brasil.

Aula do dia 18/09/2019

Texto indicado:

ARGAN, G. C. Paul Cézanne, George Seurat. In: Arte Moderna: São Paulo: Companhia das Letras, 1992.

ARGAN, G. C. Vicent Van Gogh, Henri Toulouse-Lautrec, Paul Gauguin. In: Arte Moderna: São Paulo: Companhia das Letras, 1992.

Tarefa obrigatória:

Escolher uma obra em exposição do Visita ao Museu Mineiro e realizar uma análise. Deve seguir os seguintes passos para a realização da análise:

1 – Análise formal, seguindo o método do texto:

VIVAS, Rodrigo; GUEDES, Gisele. DA NARRATIVA COMUM À HISTÓRIA DA ARTE: UMA PROPOSTA METODOLÓGICA. Art Sensorium. Revista Interdisciplinar Internacional de Artes Visuais. 2015. VOL. 2, N.1, p. 1-14

Sobre materiais artísticos:

MAYER, Ralph. Manual do artista de técnicas e materiais. São Paulo, Martins Fontes. 2006 

2 – Levantamento bibliográfico: deve se listar as referências publicados sobre os artistas. Exemplo: catálogos, artigos, livros.

Sites úteis para a pesquisa:

https://catalogobiblioteca.ufmg.br/pergamum/mobile/index.php

https://www.scielo.org/

http://www.periodicos.capes.gov.br/

Também pode pesquisar por críticas de arte: http://www.letras.ufmg.br/websuplit/

A atividade deverá ser postada no moodle e seguir com as normas da ABNT.

Aula do dia 25/09/2019

Texto indicado:

ARGAN, G. C. Paul Cézanne, George Seurat. In: Arte Moderna: São Paulo: Companhia das Letras, 1992.

ARGAN, G. C. Vicent Van Gogh, Henri Toulouse-Lautrec, Paul Gauguin. In: Arte Moderna: São Paulo: Companhia das Letras, 1992.

Aula do dia 09/10/2019

Visita ao Centro Cultural do Banco do Brasil, para a exposição de Paul Klee, as 13:50.

Texto indicado:

HARRISON, Charles. O expressivo e o expressionista. in: Primitivismo, Cubismo, Abstração; Começo do século XX. Cosac & Naify Edições, 1998.

Tarefa obrigatória:

1 – Refazer a análise formal da obra, seguindo as orientações passadas em sala e seguindo o método do texto:

VIVAS, Rodrigo; GUEDES, Gisele. DA NARRATIVA COMUM À HISTÓRIA DA ARTE: UMA PROPOSTA METODOLÓGICA. Art Sensorium. Revista Interdisciplinar Internacional de Artes Visuais. 2015. VOL. 2, N.1, p. 1-14

Sobre materiais artísticos:

MAYER, Ralph. Manual do artista de técnicas e materiais. São Paulo, Martins Fontes. 2006 

2 – Reunir as páginas que serão consultadas das referência levantadas em uma pasta do Google Drive e dividir as referências bibliográficas entre as referências primarias (críticas de arte).

Para quem está fazendo a análise de Aníbal Mattos, deve-se fazer uma leitura das fontes e fazer uma revisão bibliográfica.

Sites úteis:

https://catalogobiblioteca.ufmg.br/pergamum/mobile/index.php

https://www.scielo.org/

http://www.periodicos.capes.gov.br/

https://enciclopedia.itaucultural.org.br/

Também pode pesquisar por críticas de arte: http://www.letras.ufmg.br/websuplit/

Aula do dia 16/10/2019

Texto indicado:

HARRISON, Charles. O expressivo e o expressionista. in: Primitivismo, Cubismo, Abstração; Começo do século XX. Cosac & Naify Edições, 1998.

Tarefa obrigatória (a data de entrega ainda será estabelecida) :

Selecionar 3 obras do Paul Klee presentes na exposição “Equilíbrio Instável” no CCBB, analisá-las e evidenciar o porque de serem obras que representam a obra do artista (dizer o por que é Paul Klee).

Texto de referência: Der Blaue Reiter. ARGAN, Giulio Carlo. Arte moderna – do iluminismo aos movimentos contemporâneos. Tradução por Denise Bottmann e Federico Carotti. São Paulo_ Companhia das Letras, 1992

Tarefa obrigatória:

Selecionar os textos sobre a obra do Museu Minero que foi selecionada para análise. Deve-se pontuar os diferentes argumentos de cada texto – podendo ser em tópicos – e fazer uma relação entre eles.

Aula do dia 23/10/2019

Texto indicado:

HARRISON, Charles. O expressivo e o expressionista. in: Primitivismo, Cubismo, Abstração; Começo do século XX. Cosac & Naify Edições, 1998.

Cap. 01 – A abstração e o invisível. In GOODING, Mel. Arte abstrata. Sulo_ Cosac & Naify, 2002.

Cap. 02 – A abstração e o visível. In GOODING, Mel. Arte abstrata. Sulo_ Cosac & Naify, 2002.

Tarefa obrigatória (para o dia 22/10/2019):

Atividade sobre as referências da obra do Museu Minero selecionada para análise. Deve-se separar as fontes de acordo com a sua tipologia:

Textos críticos: textos feitos ao calor da hora, críticas.

Textos em catálogos: textos presentes em catálogos na época da produção do artista, se assemelham às críticas.

Textos atuais: artigos, dissertações e livros.

Deve-se fazer um plano de escrita (fichamento em tópicos) dos textos e relacionando os argumentos (devem ser transcritos) de cada texto. Lembrando que é necessário fazer um plano de escrita para críticas e outro para artigos.

Esta atividade deve seguir as normas da ABNT e ser postada no moodle dia 22/10/2019, as 23: 55h.

Aula do dia 30/10/2019

Texto indicado:

Cap. 01 – A abstração e o invisível. In GOODING, Mel. Arte abstrata. Sulo_ Cosac & Naify, 2002.

Cap. 02 – A abstração e o visível. In GOODING, Mel. Arte abstrata. Sulo_ Cosac & Naify, 2002.

GREENBERG, Clement. Vanguarda e kitsch 1939. In FERREIRA , Gloria; MELLO, Cecilia Cotrim de; GREENBERG, Clement. Clement Greenberg e o debate critico. Rio de Janeiro_ J. Zahar, 1997

Aula do dia 06/10/2019

Texto indicado:

BOIS, Yve-Alain. Mudança de Cenário p. 119-184. In HUCHET, Stephane (Org.). Fragmentos de uma Teoria da Arte.São Paulo USP, 2012

Sobre a atividade final

Para a atividade final deve-se mandar um documento com todas as atividades realizadas em relação à análise da obra escolhida do Museu Mineiro (análises formais, levantamento e o plano de escrita) e o texto final sobre a obra.

As normas da ABNT devem ser seguidas. O trabalho deverá ser entregue no dia 20 de novembro.

Para quem está fazendo sobre o Aníbal Mattos, abaixo há algumas referências que podem ajudar:

Cap 01. Aníbal Mattos_o pintor inaugural e a tradição visual. In VIVAS, Rodrigo. Por uma História da Arte em Belo Horizonte. Belo Horizonte. C-Arte, 2012

Introdução – A historia da arte em Belo Horizonte. In VIVAS, Rodrigo. Abstrações em movimento_concretismo, neoconcretismo e tachismo. Porto Alegre (RS)_Zouk, 2016

Aula do dia 13/10/2019

Texto indicado:

 

________________________________________________________________________

 

Referências citadas nas aulas:

ARGAN, Giulio Carlo. O Trezentos. In: ARGAN, Giulio Carlo. História da Arte Italiana: de Giotto a Leonardo, v. 2. São Paulo: Cosac Naify, 2003. p. 21-83

PANOFSKY, Erwin. Introdução: A história da Arte como uma disciplina Humanística. In: PANOFSKY, Erwin. Significado nas artes visuais. São Paulo: Editora Pespectiva, 3ª Edição, 1955.

PANOFSKY, Erwin. Iconografia e Iconologia: Uma Introdução ao Estudo da Arte da Renascença.pdf. In: PANOFSKY, Erwin. Significado nas artes visuais. São Paulo: Editora Pespectiva, 3ª Edição, 1955.

PEVSNER, Nikolaus. Academias de arte – passado e presente, São Paulo – Companhia das Letras, 2005

JIMENEZ, Marc. O que é estética?. Tradução por Fulvia M. L. Moretto. São Leopoldo: UNISINOS, 1999.

CHIARELLI, Tadeu. Arte Internacional Brasileira – Tadeus Chiarelli. 2ª edição – São Paulo, Lemos-Editorial, 2002.

CHIARELLI, T. Pintura não é só beleza a crítica de arte de Mário de Andrade. Letras Contemporneas, 2007.

NAVES, Rodrigo. A forma difícil: ensaios sobre arte brasileira. São Paulo: Ática, 1996. 285p

SIMIONI, Ana Paula Cavalcanti. Profissão Artista: Pintoras e Escultoras Acadêmicas Brasileiras. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo: Faesp, 2008

BULHOES, Maria Amélia. As novas regras do jogo: o sistema da arte no Brasil. Porto Alegre: Zouk, 2014.

BERMAN, Marshall. Tudo o que é sólido desmancha no ar. São Paulo Companhia das Letras, 1986.

BAUDELAIRE, C.; DUFILHO, J.; TADEU, T. O Pintor da vida moderna. Inquérito, 1941.

GOMBRICH, E.H. Arte e ilusão. 3a Ed. São Pãulo: Martins Fontes, 1995

BLOOM, Harold. A angústia da influência: uma teoria da poesia. Rio de Janeiro: Imago, 1991. 213 p

GREENBERG, Clement. Vanguarda e kitsch 1939. In FERREIRA , Gloria; MELLO, Cecilia Cotrim de; GREENBERG, Clement. Clement Greenberg e o debate critico. Rio de Janeiro_ J. Zahar, 1997

VIVAS, Rodrigo; GUEDES, Gisele. DA NARRATIVA COMUM À HISTÓRIA DA ARTE: UMA PROPOSTA METODOLÓGICA. Art Sensorium. Revista Interdisciplinar Internacional de Artes Visuais. 2015. VOL. 2, N.1, p. 1-14

VIVAS, Rodrigo. O que queremos dizer quando falamos em História da Arte no Brasil?. R.Cient./FAP, Curitiba, v.8, p. 94-114, jul./dez. 2011

VIVAS, Rodrigo; GUEDES, Gisele. Desejos individuais – imagens de coletividade. ouvirouver, Uberlândia v. 1 2 n. 1 p. 1 68-1 79 jan.| jul. 2016

LICHTENSTEIN, Jacqueline. (Org.). A pintura. Vol. 10. Generos Pictóricos_red. Sao Paulo 34, 2006

VON MARTIUS, Karl Friedrich Philipp. Como se deve escrever a história do Brasil.

HOBSBAWM, Eric; RANGER, Terence (orgs.). A invenção das tradições. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1984.

SCHWARCZ, Lilia Moritz. O espetáculo das Raças_cientistas, istituições e questão racial no Brasil 1870-1930. São Paulo_Companhia das Letras, 1993

LORAUX, Nicole. Elogio do Anacronismo. In: NOVAES, Adauto (org.). Tempo e História. São Paulo: Cia. das Letras: Secretaria Municipal da Cultura, 1992.

LOBATO, Monteiro. Paranoia ou Mistificação. Estado de São Paulo, São Paulo, 20 dez. 1917.

CHIARELLI, Tadeu. Um jeca nos vernissages – Monteiro Lobato e o desejo de uma arte nacional no Brasil. São Paulo, 1995, 261p

CHIARELLI, Tadeu. Arte Internacional Brasileira – Tadeus Chiarelli. 2ª edição – São Paulo, Lemos-Editorial, 2002.

SIMIONI, Ana Paula Cavalcanti. Profissão Artista: Pintoras e Escultoras Acadêmicas Brasileiras. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo: Faesp, 2008

ARGAN, Giulio Carlo. A arte moderna na Europa – de Hogarth a Picasso. São Paulo – Companhia das Letras, 2010

FREUD, Sigmund. Cinco lições de psicanálise, Leonardo da Vinci e outros trabalhos. Volume XI (1910)

BOIS, Yves-Alain. A questão do pseudomorfismo – um desafio para a abordagem formalista. In. RIBEIRO, Marília Andrés; RIBEIRO, Maria Izabel Branco (Org.) Anais do XXVI Colóquio do CBHA, São Paulo, Outubro de 2006. Belo Horizonte: C/Arte, 2007

ECO, Umberto. Obra aberta forma e indeterminação nas poéticas contemporâneas. São Paulo Editora Perspectiva, 8a Ed., 1991

ALBERTI, Leon Battista. Da pintura. Tradução por Antonio da Silveira Mendonça. 2. ed. Campinas_ Editora da UNICAMP, 1999.

MERLEAU-PONTY, Maurice. Fenomenologia da percepção. 2. ed. São Paulo_ Martins Fontes, 1999

SATRE, Jean-Paul. O existencialismo é um humanismo.

GEERTZ, Clifford. A interpretação das culturas. 

FOUCAULT, Michel. As Palavras e as Coisas uma arqueologia das ciências humanas. Tradução Salma Tannus Muchail. — 8a ed. — São Paulo. Martins Fontes, 1999. — (Coleção tópicos).

BOIS, Yve-Alain. Mudança de Cenário p. 119-184. In HUCHET, Stephane (Org.). Fragmentos de uma Teoria da Arte.São Paulo USP, 2012

WORRINGER, Wilhelm. Abstraccion y naturaleza. Mexico [Mexico]: Fondo de Cultura Economica, 1953. 137p

DARNTON, Robert. O Grande Massacre dos Gatos.

 

Análises:

Terezinha Soares: Caixa de Fazer Amor; Guerra é Guerra — Vamos Sambar; Morra Usando Legítima Sandália; Morreu Tantos Homens e Eu Só; Túmulos

Maria do Carmo Seco: Retratos de um Álbum de Casamento

Vídeo da Ana Paula Simione (Obrigatório):

 

Arquitetura da destruição:

 

 

_________________________________________________________________________________________________

 

A História da Arte Brasileira – Século XIX

  •  A pintura ao ar livre no Brasil

CAVALCANTI, Ana Maria Tavares. A pintura de paisagem ao ar livre e o anseio por modernidadeno meio artístico carioca no final do século XIX. In: Cadernos da Pós-Graduação do Instituto de Artes / Unicamp. Ano 6, v.6, n.1, 2002, p.28-34.

* Arrufos de Belmiro de Almeida

CAVALCANTI, Ana Maria Tavares. “Arrufos” de Belmiro de Almeida (1858-1938) – história da produção e da recepção do quadro. In: Anais do III Simpósio Nacional de História Cultural – Mundos da Imagem: do texto ao visual. Florianópolis: Clicdata Multimídia, 2006, p. 300–307.

VIVAS, Rodrigo. O OLHAR: DO ÍNTIMO AO RELACIONAL. 23o Encontro da ANPAP – “Ecossistemas Artísticos” 15 a 19 de setembro de 2014 – Belo Horizonte – MG

Leitura complementar: Abaixo estão reproduções de obras do artista Belmiro de Almeida — que foi o foco de uma das críticas de Gonzaga Duque —, seguido de novas análises, realizadas por Rodrigo Vivas e Marcia Georgina:

Belmiro de Almeida. Arrufos, 1887. Óleo sobre tela, 89 x 116 cm. Rio de Janeiro, Museu Nacional de Belas Artes.

Em 1887, executa a conhecida obra Arrufos, que participa da Exposição Geral da Academia Imperial de Belas Artes de 1890. Recebeu comentários calorosos de Gonzaga Duque chegando ao ponto de mencionar que “ainda no Rio de Janeiro não se fez um quadro tão importante como é este”, visto que os pintores preferem os assuntos históricos, mas “não se ocupam com a época nem os costumes que devem formar os caracteres aproveitáveis na composição dessas telas”.

Arrufos representa um momento de desentendimento entre um casal. Gonzaga Duque o descreve como “o marido, um rapaz de fortuna, chega em companhia da esposa à bonita habitação em que viviam até aqueles dias como dois anjos”. A descrição contempla a análise do interior do ambiente onde “é presidido por um fino espírito feminino, educado e honesto”. O ambiente calmo, “fino e educado”, terá em contraposição à mulher, que é “subjugada por um acesso de ira, atira-se ao chão, debruça-se ao divã para abafar entre os braços o ímpeto do soluço”. Gonzaga Duque é tão detalhista quanto Belmiro ao descrever cada traço do quadro que merece ser apresentado:

Debaixo do seu vestido “foulard” amarelo percebe-se o colete, o volume das saias, os artifícios exteriores que a mulher emprega para dar harmonia à linha do corpo. Na fímbia do vestido a ponta do sapatinho de pelica inglesa ficou esquecido, sobre o tapete do assoalho, como se propositalmente, animado por estranho poder, tomasse aquela atitude para contemplar a rosa que caiu do peito da moça e jaz no chão, melancólica, desfolhada, quase murcha, lembrando a olorente alegria que se despegara do coração da feliz criatura naquele tempestuoso momento de rusga. E o esposo, um guapo rapaz delicado e forte, num gesto de indiferentismo, atende a tênue fumaça que se desprende do charuto, levantando-o entre os dedos, em frente do rosto.

Texto completo: Vivas, Rodrigo ; ASSIS, Márcia Georgina de . A Academia Imperial de Belas Artes no Museu Mineiro. 19&20 (Rio de Janeiro), v. VIII, p. 1, 2013.

 

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Belmiro de Almeida. Má Notícia, 1897. Óleo sobre tela, 167 x 168 cm. Belo Horizonte, Museu Mineiro.

A obra Má Notícia representa um recorte de um ambiente interno, composto por duas poltronas, um quadro e um tapete. Ao centro da tela deslocado em diagonal vê-se uma poltrona individual onde está uma mulher que parece ter se jogado desesperadamente na mesma, após ler uma carta que foi lançada ao chão. A mulher com cabelos longos e louros coloca a mão na testa não deixando visível seu olhar. A sensação é de completo desespero e a ação parece se desenrolar conjuntamente com o observador que, como voyeur, acompanha a cena sem ser notado. O formato da tela parece reafirmar essa sensação. A iluminação cumpre um importante papel no desenvolvimento da cena. Inicia-se em uma porta, possivelmente aberta, onde a carta foi recebida e agora foi jogada ao chão. Ilumina os braços, passando pelo cabelo e ganhando maior movimento nos sulcos do vestido que chega a mudar de cor.

Texto completo: Vivas, Rodrigo ; ASSIS, Márcia Georgina de . A Academia Imperial de Belas Artes no Museu Mineiro. 19&20 (Rio de Janeiro), v. VIII, p. 1, 2013.

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Gonzaga Duque sobre Belmiro de Almeida

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