Moderna e Contemporânea – 2018/02

Curso de Moderna e Contemporânea

Professor Rodrigo Vivas

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Tema: A história da arte como disciplina humanística

 

Definição de História e Crítica de Arte. Modalidades de crítica. A importância da história. As diferenças da história da arte e outros campos de conhecimento. O olhar estético e olhar artístico.

Referência obrigatória:

PANOFSKY, Erwin. A História da Arte como disciplina humanística. Significado nas artes visuais. 2. ed. São Paulo: Perspectiva, 1979. pp. 19-46.

 

Tema: Mundos da arte

 

A atividade artística como uma prática coletiva. As modalidades artísticas nos “mundos da arte”. A análise será realizada a partir dos seguintes capítulos: Mundos da Arte e Actividade Coletiva; As convenções; A Estética, os Estetas e os Críticos.

Referência obrigatória:

BECKER, Howard S. Mundos da Arte. Trad. Luis San Payo. Edição comemorativa do 25º aniversário, revista e aumentada. Lisboa: Livros Horizonte, 2010. 327p.

 

Tema: o Impressionismo e a narrativa modernista

Meyer Schapiro constrói uma narrativa para explicar como os artistas impressionistas buscaram romper com a tradição artística para justificar a introdução ao primeiro movimento moderno.

 

Referência obrigatória:

SCHAPIRO, Meyer. O conceito e o método do impressionismo. In: Impressionismo: reflexões e percepções. São Paulo: Cosac & Naify, 2002.

 

Tema: Desenvolvimento da estética moderna

 

Artistas analisados: Cezanne; Seurat; Signac; Van Gogh e Gauguin

 

Referência obrigatória:

ARGAN, G. C. Paul Cézanne, George Seurat. In: Arte Moderna: São Paulo: Companhia das Letras, 1992.

ARGAN, G. C. Vicent Van Gogh, Henri Toulouse-Lautrec, Paul Gauguin. In: Arte Moderna: São Paulo: Companhia das Letras, 1992.

 

Tema: Expressionismo Alemão

 

Referência obrigatória:

HARRISON, Charles. O expressivo e o expressionista. in: Primitivismo, Cubismo, Abstração; Começo do século XX. Cosac & Naify Edições, 1998.

 

Tema: Abstrações em movimento

Referência obrigatória:

GOODING, Mel. A abstração e o invisível. In: Arte abstrata. São Paulo: Cosac & Naify, 2002.

GOODING, Mel. A abstração e o visível. In: Arte abstrata. São Paulo: Cosac & Naify, 2002.

Tema: Retorno à ordem

Referência obrigatória:

HARRISON, Charles. FRASCINA, Francis. PERRY, Gill. Essa liberdade e essa ordem: a arte na França após a Primeira Guerra Mundial. In: Realismo, Racionalismo, Surrealismo. A Arte no entre-guerras. São Paulo: Cosac & Naify Edições.

Tema: Expressionismo Abstrato

Referência obrigatória:

WOOD, Paul. O expressionismo abstrato e a política. In: Modernismo em disputa. A arte desde os anos quarenta, São Paulo: Cosac & Naify, 1998.

 

Tema: Arte Pop

Referência obrigatória:

MCCARTHY, David, Arte Pop. São Paulo – Cosac & Naify, 2002.

 

Tema: Teoria Crítica e ação cultural, Arte e Política, Classe e gênero

Referência obrigatória:

WOOD, Paul. Modernidade e Modernismo reconsiderados. IN: Modernismo em disputa. A arte desde os anos quarenta, São Paulo: Cosac & Naify, 1998

 

 

 

 

 

 

Trabalho Final

2018/2

Trabalho final da disciplina

Com o encerramento da disciplina, cada aluno se responsabilizará por realizar um trabalho escrito a partir das discussões realizadas em sala, sobre os textos escolhidos. É recomendável que o trabalho seja realizado já dentro da temática que cada aluno têm se proposto em suas pesquisas individuais, articulando assim o projeto e o trabalho final.

A seguir, algumas questões que podem vir a ser discutidas nos trabalhos.

 

Retomar a base da discussão sobre o que foi dado como consensual, mas não o é:

  • O estatuto da disciplina História da Arte (o que é, o que faz, quais as chantagens, o que falta ao campo, entre outras questões)

Referências:

PANOFSKY, Erwin. A História da Arte como disciplina humanística. Significado nas artes visuais. 2. ed. São Paulo: Perspectiva, 1979. pp. 19-46.

VIVAS, Rodrigo; GUEDES, Gisele. DA NARRATIVA COMUM À HISTÓRIA DA ARTE: UMA PROPOSTA METODOLÓGICA. Art Sensorium. Revista Interdisciplinar Internacional de Artes Visuais. 2015. VOL. 2, N.1.

Vivas, Rodrigo . O que queremos dizer quando falamos em História da Arte no Brasil. Revista Científica/FAP (Curitiba. Impresso), v. 11, p. 94-114, 2011.

BOIS, Yve-Alain. Introdução. In: A pintura como modelo. WMF, 2009.

BELTING, Hans. Epílogo da arte ou história da arte. In BELTING, Hans. O fim da história da arte uma revisão dez anos depois. São Paulo Cosac Naify, 2006

 

  • As noções do campo (a crença, o cânone, o compartilhamento, a existência das tradições independentemente da negação)

Referências:

BOURDIEU, Pierre. Sobre o poder simbólico. In: BOURDIEU, Pierre. O poder simbólico. Editora Bertrand Brasil, 1989.

BOURDIEU, Pierre. Gênese histórica de uma estética pura. In: BOURDIEU, Pierre. O poder simbólico. Editora Bertrand Brasil, 1989.

BECKER, Howard S. Mundos da Arte e Actividade Colectiva. In: BECKER, Howard S. Mundos da Arte. Trad. Luis San Payo. Edição comemorativa do 25º aniversário, revista e aumentada. Lisboa: Livros Horizonte, 2010. 327p.

BLOOM, Harold. O Cânone Ocidental: Os Livros e a Escola do Tempo

 

  • Micro e macro História da Arte: História da Arte nacional, regional, ou apenas História da Arte, num sentido universal? O regional seria, nesse sentido, um aspecto folclórico.

Referências:

CHIARELLI, Tadeu. Introdução. In Arte Internacional brasileira. São Paulo Lemos-Editorial, 2002.

NAVES, Rodrigo. Introdução. A forma difícil: ensaios sobre arte brasileira. São Paulo: Ática, 1996. 285p.

 

  • A História da Arte em Belo Horizonte: Tratar a cidade como se não possuísse paredes, avaliando o que há de potente nas obras aqui deixadas

Referências:

VIVAS, Rodrigo; GUEDES, Gisele. Desejos individuais – imagens de coletividade. ouvirouver, Uberlândia v. 1 2 n. 1 p. 1 68-1 79 jan.| jul. 2016

 

  • Os discursos de incorporação

Referências:

 

 

 

2017/2

Com o encerramento da disciplina, são proposto três temas para o trabalho final, que deverá ser entregue até o dia 6 de dezembro, via e-mail (rodvivas@gmail.com). Quem achar necessário poderá enviar antes uma primeira versão da construção textual para uma avaliação prévia.

Obs.: os temas são propostas, porém, podem fica em aberto a possibilidade de serem realizados trabalhos com outras temáticas, desde que estejam relacionadas às questões que foram abordadas durante o curso, e que o trabalho assuma-se em uma linha de argumentação coerente com às discussões que realizamos.

Os temas propostos:

 

Tema 1 – Definição da produção artística brasileira

Textos base:

  1. CHIARELLI, Tadeu. Introdução. In Arte Internacional brasileira. São Paulo Lemos-Editorial, 2002.
  2. NAVES, Rodrigo. Introdução. A forma difícil: ensaios sobre arte brasileira. São Paulo: Ática, 1996. 285p.

Textos complementares:

  1. Raízes do Brasil, autor: Sérgio Buarque de Holanda (sobre o personalismo brasileiro, que serve de base pro argumento de Rodrigo Naves). Download no site Lelivros
  2. A crise do passado: modernidade, vanguarda e meta-modernidade, autor: Philadelpho Menezes (discute o conceito de modernidade que é utilizado no texto de Chiarelli)
  3. Literatura e cordialidade: o público e o privado na cultura brasileira, autor: João Cezar de Castro Rocha (o texto aborda a questão que foi comentada sobre a ‘economia dos afetos)

Questões: É possível definir a arte brasileira, considerando o princípio de universalidade da arte, da ideia de patrimônio universal, ou estamos falando de um fenômeno local?

 

Tema 2 – Como pensar a produção realizada no Brasil, partindo-se do quantitativo  para o qualitativo?

  1. Texto base:
    Museus de fora: a visibilidade dos acervos de arte contemporânea no Brasil, autor: Emerson Dionisio Gomes de Oliveira

Questões: Qual a relação da pesquisa que diferencia objeto testemunho/objeto diálogo?

 

Tema 3 – A tradição artística

Textos base:

  1. Arte contemporânea: o lugar da pesquisa, autora: Iclea Borsa Cattani, está no livro O Meio como ponto zero: metodologia da pesquisa em artes plásticas, organizadoras: Blanca Brites e Elida Tessler. Download do livro no Scribd

Textos complementares:

  1. BOIS, Yve-Alain. Mudança de Cenário. In: HUCHET, Stephane (Org.). Fragmentos de uma Teoria da Arte.São Paulo USP, 2012
  2. O fim da história da arte: uma revisão dez anos depois, autores: Hans Belting e Rodnei Nascimento. Download do Prefácio no Scribd  e download do texto até a página 40, no Scribd
  3. BOIS, Yve-Alain. Introdução. In: A pintura como modelo. WMF, 2009.
  4. VIVAS, Rodrigo; GUEDES, Gisele. Desejos individuais – imagens de coletividade. ouvirouver, Uberlândia v. 1 2 n. 1 p. 1 68-1 79 jan.| jul. 2016

Questão: Qual a função da tradição/cânone para a definição dos valores artísticos?

Os Salões Nacionais de Arte em Belo Horizonte na década de 1980: as especificidades dos salões temáticos

NEVES, Ana Luiza Teixeira. Os Salões Nacionais de Arte em Belo Horizonte na década de 1980: as especificidades dos salões temáticos. 2014. 167 pp. Dissertação (mestrado) – Universidade Federal de Minas Gerais, Escola de Belas Artes. 

RESUMO: 

Esta dissertação apresenta a pesquisa realizada a respeito dos Salões Nacionais de Arte
ocorridos na cidade de Belo Horizonte na primeira metade da década de 1980, especificamente os salões temáticos, entre os anos de 1979 e 1984. Os Salões Nacionais de Arte que eram promovidos pela Prefeitura de Belo Horizonte, e que tiveram uma trajetória de 72 anos, representaram um importante evento fomentador do circuito artístico nacional, sendo oportunidade para jovens artistas ou mesmo apresentando artistas já consagrados. Ainda há o fato da grande parte das obras premiadas passarem a constituir o acervo do Museu de Arte da Pampulha, formando assim uma coleção passível de estudos. Primeiramente foi apresentado o contexto da década em questão, denominada por muitos autores no que diz respeito a produção artística daquele momento, como o “retorno à pintura”. Em um segundo momento, foi revista a história dos salões de arte como instituição propagadora de tendências e produções do circuito artístico, e em seguida apresentada a trajetória dos salões na contemporaneidade até a chegada aos salões da década de 1980, onde optou-se pela pesquisa dos salões temáticos, com análises de textos de críticos que acompanharam os eventos e obras pertencentes ao acervo do Museu de Arte da Pampulha.

Premiações nos Salões de Belo Horizonte: da “desmaterialização” à realidade do circuito artístico (1969 a 1972)

ALVES, Joana D’arc de Jesus. Premiações nos Salões de Belo Horizonte: da “desmaterialização” à realidade do circuito artístico (1969 a 1972). 2015, 113 pp. Dissertação (mestrado) – Universidade Federal de Minas Gerais, Escola de Belas Artes

 

RESUMO: 

Esta pesquisa se situa na emergência da arte contemporânea em Belo Horizonte, na transformação do cenário artístico e na proposição da “desmaterialização artística”, com
experimentações que caracterizaram o final da década de 1960 se estendendo à década de 1970. As propostas de “desmaterialização artística” são tendências oriundas dos projetos das vanguardas históricas, que questionaram categorias artísticas estabelecidas buscando a integração da arte com a vida.

O objetivo é analisar as modificações do circuito artístico mineiro, paralelamente a
algumas obras concorrentes nos Salões e ao discurso crítico realizado sobre elas. Tal análise significa o preenchimento de uma lacuna no período de 1969 a 1972 no que se refere às transformações artísticas no cenário da capital mineira, destacando o âmbito da realização dos Salões Nacionais de Arte de Belo Horizonte.

Os resultados da pesquisa denotam a constatação de “efervescência” e posterior
“anemia” destes Salões. A metáfora é para elucidar que enquanto em 1969 o Salão expressava toda a ebulição que as transformações demandam, esse processo não teve continuidade, e em 1972 as inovações já não apresentavam a mesma intensidade.

Opacidade e transparência. Percurso por obras tridimensionais em Belo Horizonte: de Adolescentes (1937) a Espaço N° 9 (1967)

PESSOA, Gisele Guedes Tomaz de Aquino. Opacidade e transparência. Percurso por obras tridimensionais em Belo Horizonte: de Adolescentes (1937) a Espaço N° 9 (1967). 2017, 148 p.: Dissertação (mestrado) – Universidade Federal de Minas Gerais, Escola de Belas Artes

RESUMO:

A presente pesquisa se dedica a construção da história da arte em Belo Horizonte através de um percurso composto pelas obras tridimensionais presentes na cidade. O itinerário é constituído por dois momentos: o primeiro envolve obras consideradas modernas e localizadas na cidade de Belo Horizonte, caso da escultura Adolescentes (1937) da artista Jeanne Milde e parte do acervo do Museu Mineiro (MMI) e obras localizadas no Complexo Arquitetônico da Pampulha construído em 1943, são elas o baixo-relevo produzido por Alfredo Ceschiatti no interior da Igreja São Francisco de Assis; O Abraço, também de autoria de Ceschiatti mas localizada no Museu de Arte da Pampulha (MAP), a escultura Pampulha (ou Figura Alada) de José Alves Pedrosa e o Nu de August Zamoinsky, que compartilham da mesma localização e encontram-se nos jardins do MAP. O segundo momento consiste na seleção de obras tridimensionais premiadas nos Salões Munipais de Belas Artes (SMBA) realizados pelo MAP nas edições de 1961 (XVI SMBA), 1963 (XVIII SMBA), 1965 (XX SMBA) e 1967 (XXII SMBA), das quais serão analisadas as esculturas A Sentinela de Francisco Stockinger, Sem título de Amílcar de Castro, O Temerário de Nicolas Vlavianos e Espaço nº 9 de Hisao Ohara. A divisão adotada teve como princípio a construção de dois blocos de análise para a compreensão do fazer
tridimensional a partir dos respectivos tensionamentos suscitados: o primeiro a uma ideia de escultura moderna e o segundo em termos de especificidade da prática escultórica tradicional.