Trabalho Final

Com o encerramento da disciplina, são proposto três temas para o trabalho final, que deverá ser entregue até o dia 6 de dezembro, via e-mail (rodvivas@gmail.com). Quem achar necessário poderá enviar antes uma primeira versão da construção textual para uma avaliação prévia.

Obs.: os temas são propostas, porém, podem fica em aberto a possibilidade de serem realizados trabalhos com outras temáticas, desde que estejam relacionadas às questões que foram abordadas durante o curso, e que o trabalho assuma-se em uma linha de argumentação coerente com às discussões que realizamos.

Os temas propostos:

 

Tema 1 – Definição da produção artística brasileira

Textos base:

  1. CHIARELLI, Tadeu. Introdução. In Arte Internacional brasileira. São Paulo Lemos-Editorial, 2002.
  2. NAVES, Rodrigo. Introdução. A forma difícil: ensaios sobre arte brasileira. São Paulo: Ática, 1996. 285p.

Textos complementares:

  1. Raízes do Brasil, autor: Sérgio Buarque de Holanda (sobre o personalismo brasileiro, que serve de base pro argumento de Rodrigo Naves). Download no site Lelivros
  2. A crise do passado: modernidade, vanguarda e meta-modernidade, autor: Philadelpho Menezes (discute o conceito de modernidade que é utilizado no texto de Chiarelli)
  3. Literatura e cordialidade: o público e o privado na cultura brasileira, autor: João Cezar de Castro Rocha (o texto aborda a questão que foi comentada sobre a ‘economia dos afetos)

Questões: É possível definir a arte brasileira, considerando o princípio de universalidade da arte, da ideia de patrimônio universal, ou estamos falando de um fenômeno local?

 

Tema 2 – Como pensar a produção realizada no Brasil, partindo-se do quantitativo  para o qualitativo?

  1. Texto base:
    Museus de fora: a visibilidade dos acervos de arte contemporânea no Brasil, autor: Emerson Dionisio Gomes de Oliveira

Questões: Qual a relação da pesquisa que diferencia objeto testemunho/objeto diálogo?

 

Tema 3 – A tradição artística

Textos base:

  1. Arte contemporânea: o lugar da pesquisa, autora: Iclea Borsa Cattani, está no livro O Meio como ponto zero: metodologia da pesquisa em artes plásticas, organizadoras: Blanca Brites e Elida Tessler. Download do livro no Scribd

Textos complementares:

  1. BOIS, Yve-Alain. Mudança de Cenário. In: HUCHET, Stephane (Org.). Fragmentos de uma Teoria da Arte.São Paulo USP, 2012
  2. O fim da história da arte: uma revisão dez anos depois, autores: Hans Belting e Rodnei Nascimento. Download do Prefácio no Scribd  e download do texto até a página 40, no Scribd
  3. BOIS, Yve-Alain. Introdução. In: A pintura como modelo. WMF, 2009.
  4. VIVAS, Rodrigo; GUEDES, Gisele. Desejos individuais – imagens de coletividade. ouvirouver, Uberlândia v. 1 2 n. 1 p. 1 68-1 79 jan.| jul. 2016

Questão: Qual a função da tradição/cânone para a definição dos valores artísticos?

Os Salões Nacionais de Arte em Belo Horizonte na década de 1980: as especificidades dos salões temáticos

NEVES, Ana Luiza Teixeira. Os Salões Nacionais de Arte em Belo Horizonte na década de 1980: as especificidades dos salões temáticos. 2014. 167 pp. Dissertação (mestrado) – Universidade Federal de Minas Gerais, Escola de Belas Artes. 

RESUMO: 

Esta dissertação apresenta a pesquisa realizada a respeito dos Salões Nacionais de Arte
ocorridos na cidade de Belo Horizonte na primeira metade da década de 1980, especificamente os salões temáticos, entre os anos de 1979 e 1984. Os Salões Nacionais de Arte que eram promovidos pela Prefeitura de Belo Horizonte, e que tiveram uma trajetória de 72 anos, representaram um importante evento fomentador do circuito artístico nacional, sendo oportunidade para jovens artistas ou mesmo apresentando artistas já consagrados. Ainda há o fato da grande parte das obras premiadas passarem a constituir o acervo do Museu de Arte da Pampulha, formando assim uma coleção passível de estudos. Primeiramente foi apresentado o contexto da década em questão, denominada por muitos autores no que diz respeito a produção artística daquele momento, como o “retorno à pintura”. Em um segundo momento, foi revista a história dos salões de arte como instituição propagadora de tendências e produções do circuito artístico, e em seguida apresentada a trajetória dos salões na contemporaneidade até a chegada aos salões da década de 1980, onde optou-se pela pesquisa dos salões temáticos, com análises de textos de críticos que acompanharam os eventos e obras pertencentes ao acervo do Museu de Arte da Pampulha.

Premiações nos Salões de Belo Horizonte: da “desmaterialização” à realidade do circuito artístico (1969 a 1972)

ALVES, Joana D’arc de Jesus. Premiações nos Salões de Belo Horizonte: da “desmaterialização” à realidade do circuito artístico (1969 a 1972). 2015, 113 pp. Dissertação (mestrado) – Universidade Federal de Minas Gerais, Escola de Belas Artes

 

RESUMO: 

Esta pesquisa se situa na emergência da arte contemporânea em Belo Horizonte, na transformação do cenário artístico e na proposição da “desmaterialização artística”, com
experimentações que caracterizaram o final da década de 1960 se estendendo à década de 1970. As propostas de “desmaterialização artística” são tendências oriundas dos projetos das vanguardas históricas, que questionaram categorias artísticas estabelecidas buscando a integração da arte com a vida.

O objetivo é analisar as modificações do circuito artístico mineiro, paralelamente a
algumas obras concorrentes nos Salões e ao discurso crítico realizado sobre elas. Tal análise significa o preenchimento de uma lacuna no período de 1969 a 1972 no que se refere às transformações artísticas no cenário da capital mineira, destacando o âmbito da realização dos Salões Nacionais de Arte de Belo Horizonte.

Os resultados da pesquisa denotam a constatação de “efervescência” e posterior
“anemia” destes Salões. A metáfora é para elucidar que enquanto em 1969 o Salão expressava toda a ebulição que as transformações demandam, esse processo não teve continuidade, e em 1972 as inovações já não apresentavam a mesma intensidade.

Opacidade e transparência. Percurso por obras tridimensionais em Belo Horizonte: de Adolescentes (1937) a Espaço N° 9 (1967)

PESSOA, Gisele Guedes Tomaz de Aquino. Opacidade e transparência. Percurso por obras tridimensionais em Belo Horizonte: de Adolescentes (1937) a Espaço N° 9 (1967). 2017, 148 p.: Dissertação (mestrado) – Universidade Federal de Minas Gerais, Escola de Belas Artes

RESUMO:

A presente pesquisa se dedica a construção da história da arte em Belo Horizonte através de um percurso composto pelas obras tridimensionais presentes na cidade. O itinerário é constituído por dois momentos: o primeiro envolve obras consideradas modernas e localizadas na cidade de Belo Horizonte, caso da escultura Adolescentes (1937) da artista Jeanne Milde e parte do acervo do Museu Mineiro (MMI) e obras localizadas no Complexo Arquitetônico da Pampulha construído em 1943, são elas o baixo-relevo produzido por Alfredo Ceschiatti no interior da Igreja São Francisco de Assis; O Abraço, também de autoria de Ceschiatti mas localizada no Museu de Arte da Pampulha (MAP), a escultura Pampulha (ou Figura Alada) de José Alves Pedrosa e o Nu de August Zamoinsky, que compartilham da mesma localização e encontram-se nos jardins do MAP. O segundo momento consiste na seleção de obras tridimensionais premiadas nos Salões Munipais de Belas Artes (SMBA) realizados pelo MAP nas edições de 1961 (XVI SMBA), 1963 (XVIII SMBA), 1965 (XX SMBA) e 1967 (XXII SMBA), das quais serão analisadas as esculturas A Sentinela de Francisco Stockinger, Sem título de Amílcar de Castro, O Temerário de Nicolas Vlavianos e Espaço nº 9 de Hisao Ohara. A divisão adotada teve como princípio a construção de dois blocos de análise para a compreensão do fazer
tridimensional a partir dos respectivos tensionamentos suscitados: o primeiro a uma ideia de escultura moderna e o segundo em termos de especificidade da prática escultórica tradicional.

Os salões municipais de belas artes e a emergência da arte contemporânea em Belo Horizonte : 1960-1969

ANDRADE, Rodrigo Vivas. Os salões municipais de belas artes e a emergência da arte contemporânea em Belo Horizonte : 1960-19692008. 234, [36] p. : Tese (doutorado) – Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas.

 

Resumo:
Encontra-se, nessa tese, o estudo das obras premiadas nos Salões Municipais de Belas Artes (SMBAs) de Belo Horizonte na década de 1960 e a transformação do SMBA em Salão Nacional de Arte Contemporânea (SNAC) em 1969. Para tanto, tornou-se necessário o entendimento das modificações do cenário artístico de Belo Horizonte iniciadas pelos
confrontos entre acadêmicos, representados por Aníbal Matos, e os modernos reunidos nas exposições: Zina Aita em 1920, Salão Bar Brasil 1936, Exposição Moderna em 1944.
Entende-se como a consolidação da arte moderna a vinda de Alberto da Veiga Guignard para fundar uma Escola de Artes, assim com as medidas modernizadoras de Juscelino Kubitschek, enquanto prefeito da capital mineira. Esse cenário e pinturas desses artistas são estudados na primeira parte da tese. Na década de 1960, os SMBAs abandonam o viés regional e passam a contar com a participação de artistas e críticos fundamentalmente do Rio de Janeiro e São Paulo. Para a compreensão desses acontecimentos, são analisadas as pinturas premiadas, nos Salões Municipais de Belas Artes, responsáveis por constituir o acervo do Museu de Arte da Pampulha. Para finalizar a tese, buscou-se compreender a emergência da arte contemporânea, na capital mineira, através do estudo das manifestações: Vanguarda Brasileira (1966), Objeto e Participação e Do Corpo à Terra (1970) que propunham a destruição do suporte do objeto artístico, da desmaterialização da obra de arte, assim como o questionamento dos SMBAs.

2016

VIVAS, Rodrigo; GUEDES, Gisele. Desejos individuais – imagens de coletividade. ouvirouver, Uberlândia v. 1 2 n. 1 p. 1 68-1 79 jan.| jul. 2016

RESUMO:

O objetivo do presente texto é compreender os fatores responsáveis pelo processo de constituição, pesquisa e comunicação das coleções de arte. Posteriormente à análise de algumas instituições brasileiras – Museu de Arte da São Paulo (MASP) e Inhotim, o estudo é especificamente direcionado ao Museu de Arte da Pampulha (MAP), colocando em perspectiva os elementos caracterizadores da coleção, caso das doações empreendidas pelo mecenas Assis Chateaubriand e pelas obras incorporadas anualmente através dos Salões de arte realizados pelo próprio museu. O primeiro como fator inicial de formação da coleção e o segundo, firmado como principal alternativa para sua ampliação. O artigo versa especificamente sobre as relações existentes entre a prática museal, os aspectos de construção da história da arte e a definição do valor artístico para os objetos.


 

VIVAS, Rodrigo. Centro Cultural UFMG: curadoria e memória. In: 25 Encontro da ANPAP, 2016, Porto Alegre. 25 Encontro da ANPAP. Porto Alegre: ANPAP, 2016. v. 1. p. 79-92

RESUMO:

O presente artigo levanta duas questões que problematizam o circuito artistico e a curadoria. No primeiro momento serão apresentados os Salões de Arte da Prefeitura de Belo Horizonte como mecanismo primordial de discussão, validação e fomento do circuito artístico na capital, tema já trabalhado na tese Os Salões Municipais de Belas Artes e a emergência da arte contemporânea em Belo Horizonte: 1960-1969 (2008) e no livro Por uma história da Arte em Belo Horizonte (2012). Contudo, após o furor identificado à arte contemporânea, assiste-se, em Belo Horizonte, um gradativo esvaziamento dos Salões de Arte, assim como do circuito. Tendo em vista esse cenário, apresentaremos a proposta curatorial que tem sido realizada no Centro Cultural UFMG desde 2014 no sentido de construção de um circuito de arte alternativo a partir da realização de exposições de artistas já consolidados como também jovens artistas.


 

Vivas, Rodrigo ; Guedes, Gisele . TRADIÇÃO E DIÁLOGO: ANÁLISE DO BAIXO-RELEVO DA IGREJA SÃO FRANCISCO DE ASSIS. In: 25 Encontro da ANPAP, 2016, Porto Alegre. 25 Encontro da ANPAP. Porto Alegre: ANPAP, 2016. v. 1. p. 914-929.

RESUMO:

O presente trabalho analisa o baixo-relevo realizado por Alfredo Ceschiatti que figura como espaço interno no bastistério da Igreja São Francisco de Assis em Belo Horizonte, cuja construção data de 1943. Executados por Ceschiatti em 1944, a obra é composta por quatro painéis de bronze fixados sobre uma estrutura em formato curvilíneo que delimita o batistério. O objetivo é levantar a iconografia da cena representada, relacionando os temas tradicionalmente situados no batistério e a opção temática feita pelo artista em recusar tal tradição e oferecer uma proposta inovadora. Outro aspecto presente na investigação, considerando-a em termos de “função” e “destinação”, será compreender seu significado enquanto espaço reservado à prática do sacramento católico denominado batismo.

2015

VIVAS, Rodrigo. Celma Alvim – crítica de arte. Anais do 24o Encontro da Associação Nacional de Pesquisadores em Artes Plásticas, setembro de 2015, Santa Maria, RS ; Nara Cristina Santos … [et al.] (orgs.). – Santa Maria : ANPAP; Universidade Federal de Santa Maria, PPGART, 2015.

RESUMO:

O presente trabalho elabora uma análise sobre a produção crítica de Celma Alvim desenvolvida entre os anos de 1970 a 1983. O objetivo é compreender as principais questões relativas ao circuito artístico de Belo Horizonte e diretamente relacionadas aos salões de arte realizados pelo Museu de Arte da Pampulha. O estudo integra as pesquisas sobre a história da arte em Belo Horizonte a partir da análise de obras artísticas constituintes dos acervos localizados na capital.


 

VIVAS, Rodrigo; GUEDES, Gisele. DA NARRATIVA COMUM À HISTÓRIA DA ARTE: UMA PROPOSTA METODOLÓGICA. Art Sensorium. Revista Interdisciplinar Internacional de Artes Visuais. 2015. VOL. 2, N.1, p. 1-14

RESUMO:

Esse trabalho fornece uma breve introdução a alguns conceitos da história da arte. O objetivo é discutir as perspectivas de análise à obra artística em seus possíveis desdobramentos na sociologia, psicologia e história. Em contraponto, são apresentados os aspectos teórico-metodológicos da história da arte como disciplina autônoma. Na segunda parte do texto é oferecida uma proposta metodológica para a produção artística fundamentada em sua materialidade e visualidade.